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Agenda de Mobilização​

28/03/2017 - Terça-feira

 
14h - Assembleia dos técnico-administrativos da Uerj

Local: Auditório 11

 

30/03/2017 - Quinta-feira

 
13h - Plenária dos servidores da Sect

Local: Auditório 11

 

31/03/2017 - Sexta-feira

 

Dia Nacional de Luta contra a terceirização e a reforma da Previdência
Local e hora: a definir

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Técnicos do CAp-Uerj discutem novas estratégias de luta

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Uma plenária reuniu servidores técnico-administrativos do Colégio de Aplicação da Uerj nesta segunda-feira (27/03). O objetivo era discutir novas estratégias de luta para frear o processo de evasão de estudantes da instituição em virtude da falta de condições mínimas salariais e estruturais para que as aulas retornem em 2017.

 

Segundo dados informados pela servidora Samara, que trabalha na Secretaria do CAp-Uerj, dos cerca de 1.100 estudantes 150 já se transferiram para outras insitituições e outros 150 já solicitaram a declaração/histórico, estando na iminência de sair. Ela ainda reiterou que alguns pais já ameaçam tiram seus filhos se as aulas não voltarem nos próximos dias.

 

No CAp-Uerj, os técnico-administrativos optaram por não estabelecer escala de serviço após a deflagração da greve da categoria no último dia 16 de janeiro. No entanto, foi discutido até que ponto a paralisação total das atividades não é prejudicial à instituição, já que ela acaba ficando esquecida pela sociedade e, desta forma, facilitando o seu fechamento definitivo ou sua privatização pelo Governo.

 

A única unanimidade entre os presentes foi em relação à falta de mobilização dos docentes, que mesmo sem estarem em condições de lecionar não decretaram greve. Isso, por exemplo, serviu de base para que pais de alunos do CAp-Uerj atribuíssem a inatividade do colégio à greve dos técnico-administrativos durante audiência pública no Ministério Público. Sobre este fato, a coordenadora geral do Sintuperj Regina de Souza recordou que durante a audiência ela questionou ao reitor da Uerj, Ruy Garcia, se a universidade tinha condições de voltar às atividades se os técnicos saíssem da greve. Ruy foi enfático em dizer que não.

 

Ao final da plenária, os técnicos encaminharam duas propostas que serão discutidas na assembleia da categoria desta terça-feira (28/03), às 14h, no Auditório 11 do campus Maracanã da Uerj. Entre elas, a redação de uma carta aberta à população e o retorno gradual dos servidores condicionado ao pagamento dos salários.

Muspe lança nota de repúdio à prisão de Mesac Eflaín

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Na imagem, Mesac Eflaín (ao centro) com Paulinho (Sintsama) e Jorge Luís Mattos (Sintuperj), em ato em frente à Alerj no dia 01 de fevereiro
 

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais vem a público repudiar a arbitrariedade dos representantes do governo à frente do comando do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro, que puniu com a pena de dez dias de prisão o Subtenente BM Mesac Eflain Espíndola, por ter denunciado à imprensa as péssimas condições de atendimento do Hospital Central Aristarcho Pessoa, do Corpo de Bombeiros. A punição começará às 08h00 de 27 de março, e terminará às 08h00 de 06 de abril.

O MUSPE entende que o regulamento disciplinar das forças armadas e auxiliares não deve ser utilizado pelos seus respectivos comandos como instrumento de repressão contra aqueles que, legitimamente, dão voz aos anseios de sua categoria.

Ademais, o referido Bombeiro Militar, que é uma das lideranças sindicais e associativas que compõem o MUSPE, somente denunciou mais um grave  caso de negligência e desrespeito do governo estadual para com o serviço público e os cidadãos fluminenses.

O teor de perseguição política dessa punição de Mesac Eflain fica claro quando lemos, no mesmo boletim que publica seus 10 dias de prisão, que outro Bombeiro Militar recebeu punição de apenas um dia de detimento, por irregularidade na documentação da arma que ele portava (vide foto do documento, em anexo).

Esperamos que as medidas cabíveis sejam tomadas para impedir o injusto cerceamento da liberdade de Mesac Eflain.

Juntos Somos Fortes!

 

MUSPE - Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais

Uerj fica. Pezão sai.

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Não bastasse toda a gravidade da situação em que a UERJ foi colocada, com brutal desfinanciamento e desresponsabilização por parte do governo estadual, não conseguindo uma condição mínima para receber os alunos e desenvolver suas atividades acadêmicas, uma nova iniciativa do governador Pezão é anunciada. O corte de 30% dos salários dos servidores docentes e técnico-administrativos é absolutamente ilegal e abusivo.

Se hoje milhares de alunos estão fora da sala de aula e atividades acadêmicas e de extensão estão paradas, é consequência direta de uma política implementada há anos e agravada entre 2015-2017. Com custeio praticamente zerado, o governo do PMDB representado no estado por Pezão, destrói os sonhos de uma juventude ávida em retomar as atividades e se formar e, também, de milhares de famílias dos trabalhadores que dependem de seus salários para sua subsistência.

Uma universidade do porte da UERJ, com 8 mil servidores e em torno de 40 mil alunos, entre graduação e pós-graduação, com duas grandes Unidades de Saúde (Hospital Universitário Pedro Ernesto - HUPE e PPC - Policlínica Piquet Carneiro) com assistência de alta complexidade e mais de 60 áreas de especialidades e subespecialidades, integrando a rede SUS como referência nacional, não pode ficar à mercê de arrestos judiciais para sua sobrevivência. Não garantir os recursos tão necessários para sua manutenção é escolha política consciente de um governo que já provou não ter compromisso com o interesse público.

O constante adiamento do início das aulas é responsabilidade direta do governo Pezão. Centenas de trabalhadores terceirizados foram demitidos em 2016, sem receberem seus direitos. A grande maioria com 7 meses de salários atrasados. Semana passada um acidente com elevador, sem manutenção, poderia ter consequências graves se mais de 40 mil pessoas tivessem circulando no Campus Maracanã, como é rotina.

As diversas Unidades espalhadas no estado sofrem da mesma inanição. Salários parcelados e com atraso de quase dois meses e, Bolsas estudantis que inviabilizam o acesso de milhares de estudantes e trabalhadores à universidade.

Chamamos a população fluminense para que abrace a causa da defesa da UERJ e de toda a Educação pública. Exigimos que o custeio da universidade, que inclui limpeza, manutenção, Bolsa e salários em dia, seja garantido pelo simples fato de ser interesse público. Não pode estar à mercê de uma política de um governo inconsequente, cassado e envolvido em escândalos de corrupção.

O anúncio do corte de 30% dos salários, além de abusivo e ilegal, fere a dignidade humana dos trabalhadores, a constituição federal, os direitos trabalhistas e é a prova cabal de quanto esse governo está no lado oposto aos interesses públicos.

Exigimos respeito à Autonomia Universitária! Exigimos respeito por aqueles que de fato constroem a educação pública nesse estado e nesse país!

ASDUERJ – SINTUPERJ – COMANDO DE GREVE DOS TÉCNICO-ADMNISTRATIVOS

Boletim Sintuperj 326

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Confira o Boletim Sintuperj 326. Nesta edição destaque para uma análise das prioridades do governo do estado, em detrimento da Educação pública. Leia o Boletim em PDF no link http://www.slideshare.net/Sintuperj/boletim-sintuperj-326-24032017

Departamento Jurídico do Sintuperj emite nota sobre corte de 30% nos salários

Após o anúnico do Governo do estado na manhã desta sexta-feira (24/03) de corte de 30% nos slários dos servidores da Uerj que estiverem em greve, a Assessoria Jurídica do Sintuperj se manifestou sobre o assunto por meio de nota. Veja a íntegra do documento em PDF no link http://www.slideshare.net/Sintuperj/nota-departamento-juridico

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Liminar contra greve: Sintuperj reitera perda de objeto

A Diretoria Executiva do Sintuperj reiterou oficialmente junto à Reitoria nesta sexta-feira (24/03), a pedido do próprio reitor, o entendimento de perda do objeto da liminar referente à greve de 2016, após seu término em agosto. Desta forma, o sindicato reitera que ela não pode servir de base para a exigência do cumprimento de carga horária plena na greve atual, que se iniciou no último dia 16 de janeiro. O documento traz anexos da Assessoria Jurídica do Sintuperj. Veja a íntegra do ofício em PDF no link: http://www.slideshare.net/Sintuperj/reitoria-perda-de-objeto-da-liminar-da-greve-2016

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Deliberações da Assembleia do dia 21/03/2017

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O Sintuperj protocolou nesta quarta-feira (22/03) as deliberações da Assembleia dos técnico-administrativos da Uerj do dia 21/03/2017. Confira abaixo:

 

"A Diretoria Executiva do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais – SINTUPERJ vem comunicar à Vossa Magnificência, que a Assembleia Geral Extraordinária dos servidores da UERJ, realizada no Anfiteatro Ney Palmeiro, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, dia 21/03/2017 às 14h, com as seguintes deliberações:

 

  1. Manutenção da greve pelo pagamento do 13º (de 2016), pelo pagamento dos salários atrasados e pela divulgação de calendário de pagamento urgente. Com radicalização de ações demonstrando a total indignação dos trabalhadores, contra o trabalho escravo (sem salário);
  2. Próxima Assembleia dos Técnicos no dia 28/03/2017, às 14h, no campus Maracanã;
  3. Ida a direção do HUPE, ao final da assembleia de hoje para comunicar as deliberações e à continuidade da greve, pela exigência de respeito às escalas conforme aprovado nas assembleias;
  4. Participar da Assembleia Comunitária e demais atividades dos 3 segmentos da UERJ, (Técnico-Administrativos, professores, estudantes).
  5. Representação do Sintuperj e comando de greve nas reuniões da SECTI;
  6. Construção da Greve Geral no RJ, buscar outras categorias, indicativo em 06/04;
  7. Desarquivamento do processo da progressão dos Técnicos Universitários II para Técnico Superior (600 assinaturas) que se encontra na DIJUR para continuidade do pleito;
  8. Que a cobrança de escalas nominais para serem entregues à direção do HUPE seja imediatamente suspensa. A escala é atribuição das equipes com chefias locais;
  9. Participação efetiva dos trabalhadores do HUPE na greve dos Servidores Técnicos Administrativos da UERJ. Com escalas definidas de acordo com as Assembleias. O HUPE É UERJ. A UERJ É HUPE;
  10. O Sintuperjcobrará oficialmente do Município do Rio de Janeiro/ Guarda Municipal, uma ação de investigação (apuração) da agressão sofrida pela funcionária Mônica Lima;
  11. Moção de apoio e solidariedade à companheira Mônica Lima cruelmente agredida no Ato a Reforma da Previdência 15/03/2017.

Sem mais para o momento, saudações sindicais

Diretoria Executiva do SINTUPERJ

Quadriênio 2015/2018"

Boletim Sintuperj 324

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Confira o Boletim Sintuperj 324. Nesta edição, destaque para a palestra sobre a mulher na política e sociedade brasileiras. Link: http://www.slideshare.net/Sintuperj/boletim-sintuperj-324-20032017

CPI CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA JÁ!

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Por proposta do Senador Paulo Paim (PT-RS), com o apoio de mais 29 outros senadores, inclusive da base aliada, está para ser protocolado o pedido da CPI contra a Reforma da Previdência.

Se obtivermos sucesso nessa iniciativa dos senadores, a Reforma da Previdência (PEC 287) não acontecerá a nível federal e muito menos nos estados, enquanto durar a CPI, que terá no mínimo 4 meses de trabalho para apuração dos fatos.

O objetivo principal desta CPI, será o de constatar e saber quais são os maiores devedores, além de entender como acontecem as fraudes, sonegações e anistias. Só assim conseguiremos provar que a Previdência Social é superavitária se bem administrada e não deficitária como afirma o governo.

Para darmos o suporte favorável  a esta CPI, todos os trabalhadores do Brasil(servidores públicos ou não), devem assinar uma petição online através do site 

https://secure.avaaz.org/po/petition/Senadores_Apoiem_a_criacao_de_uma_CPI_para_examinar_as_contas_da_Previdencia/

defendendo a instalação da mesma, para que os direitos consagrados dos trabalhadores, não sejam retirados com a proposta do governo (PEC 287).

 NOTA DE REPÚDIO À BRUTALIDADE E AGRESSÃO À SERVIDORA TÉCNICA DA UERJ MÔNICA LIMA

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Primeiramente, esclarecemos que a brutalidade das forças policiais ou da guarda municipal não nos espanta mais. É um dado que absurdamente tem sido por alguns “naturalizado” devido à sua constante repetição, seja nos atos de rua, seja nas abordagens diárias aos cidadãos.
Em segundo, expomos, para dar maior visibilidade, o relato da servidora técnica da Uerj e também professora da rede pública de ensino Mônica Lima: “Companheiras e companheiros, fui agredida com extrema violência por um policial municipal na Central. Estou bem, mas estou com a tíbia e fíbula fraturadas. A dor diminuiu porque estou no soro tomando medicamentos. Mas estou aguardando para ir para o raio-x e avaliar se será necessária cirurgia. O meu pé estava muito mole e pendurado. Obrigada aos que me socorreram e ajudaram. Sigamos firmes na luta! Não PASSARÃO! Estou firme! Ayaya!”.
Por fim, a Diretoria do Sintuperj – que representa os servidores técnicos da Uerj, Uenf e Uezo – repudia a agressão brutal sofrida por nossa servidora. Esse repúdio emana de todos nós! Das três universidades que são vilipendiadas pelo governo do Estado, mas que resistem, assim como a Mônica. A servidora estava na luta contra a reforma da previdência junto conosco e sofreu tamanha agressão que afronta qualquer dignidade humana ou qualquer parâmetro de razoabilidade. Não podemos aceitar como uma “coisa normal” ou “que acontece”, não admitiremos! Exigimos que seja apurado na esfera penal e administrativa não apenas o agressor, mas as ordens que ele recebeu e quem ordenou! 
Somos agredidos atualmente todos os dias em nossos direitos, e quando vamos protestar somos recebidos debaixo de porrada! Essa ditadura da toga, ditadura do cassetete, ditadura da bala de borracha, ditadura da bomba de gás, NÃO PASSARÁ! Não se amedrontem companheiros e companheiras – avante companheiros, essa luta é minha e é sua! Unidos venceremos e a luta continua! Todo apoio à Monica! #somostodosmonica #naopassarao !

Diretoria Executiva do Sintuperj – Quadriênio 2015/2018

Boletim Sintuperj 322

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Confira o Boletim Sintuperj 322. Nesta edição, destaque para o Dia Ncional de Luta contra a Reforma da Previdência.

Link: http://www.slideshare.net/Sintuperj/boletim-sintuperj-322-16032017

Boletim Sintuperj 321

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Confira o Boletim Sintuperj 321. Nesta edição, destaque para a ocupação da Reitoria da pelos técnico-administrativos da Uerj. Link: http://www.slideshare.net/Sintuperj/boletim-sintuperj-321-15032017

Deliberações da Assembleia de 14/03/17

Confira abaixo as deliberações da Assembleia dos técnico-administrativos da Uerj do dia 14 de março de 2017. Elas serão protocoladas junto à Reitoria nesta quarta-feira (15/03) pela manhã.

1. Manutenção da greve pelo pagamento do 13º (de 2016), pelo pagamento dos salários atrasados e pela divulgação de calendário de pagamento urgente. Com radicalização de ações demonstrando a total indignação dos trabalhadores, contra o trabalho escravo (sem salário);
2. O RIO vai parar na LUTA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA – 15 de março de 2017, 16h na candelária (Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência);
3. Plenária do Hupe, em 16 de março de 2017, às 10:30h;
4. Participação na Plenária Comunitária – hoje, 14 de março de 2017, às 18h, na Capela Ecumênica; 
5. Construção da assembleia comunitária para organizar e avançar na luta;
6. Próxima Assembleia, no Hupe, dia 21de março de 2017 (terça-feira), às 14h;
7. Referente ao CAP/UERJ:
a. Manter a escala atual de atendimento ao 2º ano;
b. Nova Plenária dos técnicos do CAP: 23 de março de 2017, às 10h;
c. Propor plenária com os três segmentos do CAP-UERJ;
d. Marcar um encontro com a Asduerj para formar entendimento sobre o posicionamento da associação quanto aos docentes do CAP-UERJ, o retorno às aulas e a greve dos técnicos;
8. Exigimos que o governo do Rio de Janeiro pronuncie-se acerca da Lei Kandir! Sabemos que o Estado do Rio e seus municípios deixaram de arrecadar R$ 49,2 bilhões, entre 1997 e 2015. Exigimos também que tome providências, imediatamente, para o recebimento da quantia devida pela União. Entendemos como absurda a falta de respeito do governo do Estado do Rio de Janeiro, que nos deixa meses sem salário, pede que os servidores sejam “compreensivos” devido a “crise” e tendo valores a receber da União, vende a Cedae como garantia de uma dívida que já estaria paga, seja pela auditoria da dívida pública, seja pela arrecadação com a desoneração das exportações de produtos primários e semielaborados devido à isenção do imposto sobre itens como óleo de petróleo, minério de ferro, soja, café e tabaco, previsto pela Lei Kandir, de 1996.
9. Todos ao Consun, sexta-feira, 17 de março de 2017, às 9h (entrada pelo 8º andar na plenária dos conselhos – Uerj, campus Maracanã;
10. A assembleia dos técnico-administrativos de 14 de março de 2017 reitera as deliberações anteriores sobre essencialidades nos setores do Hupe e da PPC, ambulatórios e enfermarias, de escala de plantões até 50% dos profissionais técnicos dessas unidades;
11. Não poderá haver nenhuma retaliação aos trabalhadores que estão em greve;
12. Repúdio à atitude arbitrária do diretor do Hupe quanto à exigência das escalas nominais das diversas equipes;
13. Não entrega de escalas à direção do hospital, já que a administração destas escalas são atribuição das chefias setoriais;
14. Cobrar do secretário da SECTIDS (deputado Pedro Fernandes) reunião com Fórum Permanente dos servidores da SECTIDS para urgente integralização dos salários dos servidores da Uerj e pagamento da verba de custeio;
15. Moção em defesa do concurso público na Uerj: contra contratos temporários e repudio à proposta do governo federal de terceirização da atividade-fim e sem restrição na administração pública (PL 4.302/1998);
16. Fazer oficinas de cartazes de acordo com a demanda: no Hupe, Uerj (campus Maracanã), PPC e CAP;
17. Moção de Repúdio: Nós, servidores da Uerj, reunidos em assembleia do Sintuperj, repudiamos os ataques que os servidores do Colégio Pedro II e direções sindicais do Sindscope estão sofrendo. Ataques perpetrados pelo “Movimento Escola sem Partido” que no Ministério Público Federal tem na pessoa do procurador Fábio Aragão, seu porta-voz. O processo baseado em falsas denúncias e em fotos descontextualizadas, é na verdade, um ataque às práticas sindicais e `as lutas sociais. Repudiamos todos os movimentos que tem por objetivo criminalizar as lutas e as práticas sindicais.

Rio: mais do que financeira, uma crise de gestão

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Boa parte da solução para a crise financeira do Estado do Rio de Janeiro está em uma lei de 1996. A Lei Kandir (Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro) isenta o pagamento de ICMS sobre as exportações de produtos primários e semielaborados ou serviços. O objetivo principal da lei é incentivar exportação de produtos primários e semielaborados dos Estados.


 A lei proíbe a cobrança do ICMS, imposto estadual, sobre as operações que envolvam os seguintes produtos:
•  livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão;
•  envio ao exterior de mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semielaborados ou serviços;
•  transações interestaduais relativas à energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou à comercialização;
•  transações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial;
•  mercadorias utilizadas na prestação de serviço de qualquer natureza;
•  transações que decorram da transferência de propriedade de estabelecimento industrial, comercial ou de outra espécie;
• transações decorrentes de alienação fiduciária em garantia, inclusive a operação efetuada pelo credor em decorrência do inadimplemento do devedor;
•  transações de arrendamento mercantil, não compreendida a venda do bem arrendado ao arrendatário;
• transações de qualquer natureza relativas à transferência de bens móveis salvados de sinistro para companhias seguradoras.


A lei também prevê, no entanto, a compensação dos valores não arrecadados através de repasses feitos pela União. No entanto, o estado fluminense já deixou de arrecadar mais de R$ 49 bilhões em virtude da Lei Kandir. A informação foi passada oficialmente pela Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa, através de seu presidente deputado Luiz Paulo Corrêa (PSDB), ao presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB) na última terça-feira (07/03). Os valores foram extraídos da nota técnica “Estimativa de Perdas de Arrecadação dos Estados com as desonerações nas Exportações da Lei Kandir (1997-2015)”, da Fapespa (Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas). 


Segundo dados da própria Fapespa, o estado do Pará já acumula R$ 67,5 bilhões em perdas. Em 30 de novembro de 2016, o Supremo Tribunal Federal concedeu decisão favorável ao estado, que atribuiu as perdas à falta de regulamentação da Lei pelo Congresso Nacional. Na decisão, o STF deu o prazo de um ano para que Congresso regulamente a Lei Kandir. Se isso não acontecer, o Tribunal de Contas da União (TCU) deverá realizar os cálculos para o repasse.


De devedor a credor


Um dos estados que mais se beneficiaria com a compensação financeira em virtude das isenções concedidas pela Lei Kandir é Minas Gerais. A dívida do estado hoje com a União gira em torno de R$ 65 bilhões, mas pela Lei Kandir, segundo o governo mineiro, o estado têm direito a R$ 92 bilhões. Ou seja, Minas Gerais que hoje é um dos devedores da União passaria a ser seu credor.


Enquanto isso, o governo do Rio de Janeiro, que amarga a pior crise financeira da sua História, sequer menciona a questão. Preferiu entregar a Companhia de Águas e Esgotos (Cedae) como garantia de para um empréstimo de R$ 3,5 bilhões e a suspensão do pagamento da dívida do estado com a União por três anos, que trará um alívio de R$ 25 bilhões, cerca da metade do que tem a receber da própria União.

Sintuperj esclarece imbróglio em torno do dissídio coletivo em trâmite 

 

A Assessoria Jurídica do Sintuperj, através do Dr. Jorge Braga, explica à categoria técnico-administrativa da Uerj o imbróglio em torno do trâmite da ação de dissídio coletivo movida pela Reitoria da universidade. A Administração Central manifestou-se pela sua desistência, mas a então Procuradoria Geral da Uerj (atual Diretoria Jurídica) deu continuidade, sobrepondo-se ao seu comando institucional. 

Confira na sequência:

A ação movida pela extinta Procuradoria da Uerj (somente a parte do pedido), em 27 de junho de 2016;

A decisão do Juízo acerca da ação, proferida no dia 28 de junho de 2016;

O "Termo de Compromisso de Saída de Greve - 2016", com posicionamento e assinatura da Reitora em exercício Maria Georgina Muniz, sobre o dissídio, assinado em 26 de agosto de 2016.

Link do PDF com os documentos: http://www.slideshare.net/Sintuperj/dijur-tj-e-reitoria-sobre-dissidio-de-greve

A mulher na sociedade, segundo Michel Temer

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Na contramão de todo o avanço, ainda que insuficiente, dos direitos sociais das mulheres, o presidente Michel Temer (PMDB), afirmou ter 'convicção do que a mulher faz pela casa', durante discurso no Palácio do Planalto. A declaração, além de ser uma das mais retrógradas já dadas por um ocupante de cargo público, veio com requintes de crueldade, já que foi dada em pleno Dia Internacional da Mulher (08/03). 


A deprimente afirmação em relação ao papel da mulher na sociedade não chega a ser surpresa. Algumas medidas adotadas por Michel Temer retratam bem o que o presidente pensa e deseja em relação à parcela feminina da população. Dos 28 ministérios de seu  governo, apenas dois são ocupados por mulheres (Advocacia Geral da União e Direitos Humanos). Além disso, a reforma da Previdência Social em trâmite no Congresso iguala a idade mínima para aposentadoria das mulheres a dos homens. Esta igualdade de condições contradiz outra declaração dada pelo presidente: a de que "além de cuidar dos afazeres domésticos", as mulheres têm cada vez mais chances de entrar no mercado de trabalho. Ou seja, em termos de aposentadoria ele pretende colocar as mulheres com suas jornadas duplas, e muitas vezes triplas, no mesmo patamar dos homens.


O discurso ainda atribuiu às mulheres a exclusividade na formação dos filhos, e como as mais capazes "de indicar os desajustes de preços em supermercados". Aqui, uma vez mais, ele exime dos homens da assunção de qualquer responsabilidade em relação ao lar, delegando esse papel a quem na concepção do presidente deve lhe servir. Depois de tudo, um assopro: Temer disse que em outras partes do mundo as mulheres são tratadas "como figuras de segundo grau", e que elas "devem ocupar o primeiro grau em todas as sociedades".


Neste 08 de março de 2017, Michel Temer provou de forma irrefutável que é o presidente perfeito para o programa "Uma ponte para o futuro", lançado pelo PMDB ao final de 2015. Futuro este cada vez mais com cara de passado.

Boletim Sintuperj 320

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Confira o Boletim Sintuperj 320. Nesta edição, destaque para as homenagens e mobilizações em torno do Dia Internacional da Mulher.

Boletim Sintuperj 320: http://www.slideshare.net/Si…/boletim-sintuperj-320-09032017

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Mensagem da coordenadora geral do Sintuperj às mulheres

A nossa luta sempre foi por um mundo de paz e justiça. E o dia 08 de março serve para relembrar as inúmera mulheres que ousaram desafiar o poder e a sociedade, organizando, transformando e mostrando que outro mundo é possível com equidade de gênero, etnia e classe social. Lutar para manter essa conquista é nossa bandeira.

 

Hoje, mais uma vez, somos desafiadas a lutar nas linhas de frente contra o golpe que sofremos aqui no Brasil. Golpe esse que fere de morte os nossos direitos, trazendo um enorme retrocesso.

 

Somos mães, trabalhadoras, provedoras das nossas famílias, militantes políticas porque não desanimamos; porque seguimos em frente na busca dos nossos ideais, sem perdermos de vista a esperança de um mundo de respeito entre homens e mulheres.

 

Temos que resistir a esse modelo Neoditador que o mundo apresenta para nós. O dia de hoje não é de poesia, e sim de estarmos na rua para mostrar ao mundo do que somos capazes.

Sintuperj protocola deliberações da Assembleia de 07 de março de 2017

O Sintuperj protocolou na manhã desta quarta-feira (08/03) ofício com as deliberações da assembleia dos técnico-administrativos da Uerj do dia 07 de março de 2017. Confira os documentos abaixo:

Da ambição para a ação, por António Guterres

Às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que posições de liderança ainda são majoritariamente ocupadas por homens, enquanto a lacuna econômica baseada no gênero se aprofunda em todo o mundo graças a “atitudes ultrapassadas e machismo”.

“Empoderá-las é a única maneira de proteger seus direitos e assegurar que elas possam alcançar seu potencial pleno”, disse Guterres, em artigo. Leia o texto na íntegra e assista ao vídeo com mensagem para a ocasião.

Às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em artigo que posições de liderança ainda são majoritariamente ocupadas por homens, enquanto a lacuna econômica baseada no gênero se aprofunda em todo o mundo graças a “atitudes ultrapassadas e machismo”.
“Os direitos das mulheres são direitos humanos. Nestes tempos turbulentos, com o mundo mais imprevisível e caótico, os direitos das meninas e mulheres estão sendo reduzidos, restritos e revertidos. Empoderá-las é a única maneira de proteger seus direitos e assegurar que elas possam alcançar seu potencial pleno”, disse Guterres.

Leia abaixo a nota completa e assista ao vídeo com mensagem para a ocasião.

Da ambição para a ação

Posições de liderança ainda são ocupadas por homens, e a lacuna econômica baseada no gênero se aprofunda, graças a atitudes ultrapassadas e machismo.

Os direitos das mulheres são direitos humanos. Nestes tempos turbulentos, com o mundo mais imprevisível e caótico, os direitos das meninas e mulheres estão sendo reduzidos, restritos e revertidos. Empoderá-las é a única maneira de proteger seus direitos e assegurar que elas possam alcançar seu potencial pleno.

Desequilíbrios históricos nas relações de poder entre homens e mulheres, exacerbados pelas crescentes desigualdades entre sociedades e países, estão levando a uma maior discriminação contra mulheres e meninas. Em todo o mundo, tradição, valores culturais e religião estão sendo mal usados para restringir os direitos das mulheres, reforçar o sexismo e defender práticas misóginas.

Os direitos legais das mulheres — que nunca foram iguais aos dos homens em nenhum continente — estão se esvaindo. Os direitos que as mulheres têm sobre seus corpos estão sendo questionados e enfraquecidos. Frequentemente, elas são alvo de intimidação e assédio no mundo virtual e na vida real. Nos piores casos, extremistas e terroristas constroem suas ideologias baseadas na submissão de mulheres e meninas e as escolhem para violência sexual e baseada no gênero, casamento forçado e escravização virtual.

Apesar de alguns avanços, posições de liderança ainda são ocupadas por homens, e a lacuna econômica baseada no gênero se aprofunda, graças a atitudes ultrapassadas e machismo chauvinista enraizado. Precisamos mudar isto ao empoderar mulheres em todos os níveis, possibilitando que suas vozes sejam ouvidas e dando a elas controle sobre suas vidas.

Negar os direitos delas não é apenas um erro em si só: tem um forte impacto social e econômico, que retém a todos. A igualdade de gênero tem um efeito transformador essencial para comunidades, sociedades e economias plenamente funcionais.

O acesso das mulheres a serviços de saúde e educação tem benefícios para famílias e comunidades, que se estendem às gerações futuras. Um ano a mais na escola pode aumentar em até 25% a renda de uma garota no futuro.

Quando as mulheres participam plenamente da força de trabalho, são criadas oportunidades e crescimento. Diminuir a diferença de gênero no emprego poderia adicionar 12 trilhões de dólares no PIB mundial até 2025. Dar mais participação às mulheres em instituições públicas garante mais representatividade, aumenta a inovação, melhora o processo decisório e beneficia sociedades inteiras.

A igualdade de gênero é central para a Agenda 2030, plano global para superar os desafios que enfrentamos. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5 pede especificamente igualdade de gênero e empoderamento de todas as mulheres, e isto é central para o alcance de todos os 17 ODS.

Estou comprometido a aumentar a participação das mulheres no nosso trabalho de paz e segurança. As mulheres como negociadoras podem aumentar as chances de paz sustentável, e mulheres pacificadoras diminuem as chances de abuso e exploração sexual.

Dentro das Nações Unidas, estou estabelecendo um roteiro claro para o alcance de paridade de gênero, para que nossa Organização realmente represente as pessoas que serve. Objetivos prévios não foram atingidos e agora precisamos sair da ambição para a ação.

No Dia Internacional das Mulheres, vamos nos comprometer a fazer tudo o que for possível para superar o preconceito arraigado, apoiar o engajamento e o ativismo e promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

 

António Guterres é secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

Artigo publicado no jornal O Globo em 7 de março de 2017.

Deliberações da Assembleia do dia 07 de março de 2017

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Confira abaixo as deliberações da assembleia dos técnico-administrativos da Uerj desta terça-feira (07/03). O ofício com as deliberações será protocolado na Reitoria da universidade nesta quarta (08/03). 

 

  1. Manutenção da greve pelo pagamento do 13º (de 2016), pelo pagamento dos salários atrasados e pela divulgação de calendário de pagamento urgente. Com radicalização de ações demonstrando a total indignação dos trabalhadores, contra o trabalho escravo (sem salário);
  2. Todos ao ato de 8 de março de 2017 (amanhã) – Dia da Mulher – Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista (16h na Candelária) –seguirão em marcha;
  3. Plenária das Centrais Sindicais #FORATEMER - 9 de março de 2017 – 18h no auditório do sindicato dos bancários - Av. Pres. Vargas, 502 - Centro, Rio de Janeiro;
  4. Próxima Assembleia: 14/03/2017, 14h (terça-feira);
  5. O RIO vai parar contra a reforma da previdência – 15 de março de 2017 (Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência);
  6. Solicitar uma reunião urgente com a reitoria para exigir o cumprimento do artigo 7º da Lei 7426/16 que garante o pagamento integral das categorias profissionais que possuem Legislação própria, que regulamenta a sua carga horária (art. 18 §2º, Lei 6.701/14);
  7. Construção de uma Organização para arrecadação de alimentos. Expandir para alunos e docentes!
  8. Participação na Plenária/Assembleia dos Servidores da SECTIDS, na UERJ (ainda sem data definida);
  9. Não participação no ato convocado pela Alerj para homenagear mulheres, quando estamos proibidos de entrar para pressionarmos contra o pacote de maldades;
  10. Sobre o CAP/UERJ:
    1. Participação do Comando de Greve e Sindicato na Plenária dos técnico-administrativos dia 09/03/2017, às 09h; e
    2. Propor reunião do Comando com a Asduerj, para tratar sobre o CAP/UERJ (condicionada ao que for debatido na Plenária do CAP/UERJ).
  11. Ato no dia 09/03/2017 com uma recepção calorosa ao Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS) com a presença de todos (horário provável 14h);
  12. Repúdio à reunião ocorrida no HUPE, hoje (07/03/2017), pelas chefias que tentam impor aos trabalhadores regime de trabalho que desrespeita a decisão da categoria. Quem decide não são as chefias, mas sim os trabalhadores nas suas Assembleias!

Sintuperj reivindica pagamento em dia das categorias da Educação

O Sintuperj protocolou nesta segunda-feira (06/03) dois ofícios solicitando "tratamento igualitário para todos os servidores das universidades públicas estaduais (Uerj/Uenf/Uezo), além de Faetec, Cecierj e Proderj, no que tange ao "pagamento em dia dos salários e do 13º, como também do repasse das verbas de custeio, visando o pagamento dos terceirizados e das bolsas estudantis".

O documento foi encaminhado ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e ao secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes (PMDB).

Boletim Sintuperj 317

 

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Confira o Boletim Sintuperj 317 no link: http://www.slideshare.net/Sintuperj/boletim-sintuperj-317-22022017

Nesta edição, destaque para os próximos passos da luta contra a sacramentação da privatização da Cedae e os ataques aos direitos dos servidores, além da lista de deputados estaduais que votaram contra a venda da Cedae, a favor dos servidores públicos e da população.

Um dia após aprovação da venda da Cedae, servidores voltam à Alerj

Mesmo depois da aprovação da venda da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) por 41 deputados estaduais no dia anterior, os servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro promoveram uma manifestação em frente à Alerj nesta terça-feira (21/02). Durante o ato público, os trabalhadores divulgaram os nomes dos parlamentares que votaram a favor da entrega da empresa pública à iniciativa privada. Eles ressaltaram que a aprovação da venda foi apenas uma batalha perdida, e que o funcionalismo buscará todas as formas para reverter o resultado da votação. Os trabalhadores ressaltaram também a necessidade de manterem-se firmes e intensificar a luta contra a entrega das riquezas do país aos interesses do capital.

 

Mobilização na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação

Pela manhã, servidores de instituições ligadas à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação (Secti) marcaram presença em frente ao órgão e protestaram contra a situação de penúria vivida pelos servidores. Os atrasos e parcelamentos de salários, o não pagamento das verbas de custeio (atrasadas desde 2016) e os atrasos das bolsas estudantis estiveram na linha de frente das razões para os sucessivos adiamentos do retorno às aulas.

 

Servidores da Uerj, Uenf, Faetec e Cecierj se revezaram nas denúncias das condições vividas por cada instituição. Todos com a certeza de que a política de concessão de benefícios ao empresariado implementada pelo PMDB nos últimos 10 anos em que está à frente do Governo do Estado foi o responsável pela atual crise financeira.

 

Durante a manifestação, uma comissão formada por seis servidores de Uerj, Uenf, Faetec e Cecierj se reuniu com o representante da Secti Sérgio Duarte. Durante o encontro, os servidores traçaram um panorama das instituições e afirmaram que nas atuais situações não há possibilidades de retorno às atividades.

 

Sérgio afirmou que a Secretaria está negociando com o Governo e com as empresas prestadoras de serviços que atuam nas instituições de ensino caminhos para, pelos menos, iniciar o ano letivo, ainda que sem garantias de funcionamento até o final de 2017. Quando questionado sobre as dívidas das instituições referentes a 2016, ele afirmou que no momento não há como planejar quando elas serão pagas, reafirmando que o esforço da Secretaria é para garantir o início das atividades este ano. Ele concluiu, afirmando que entraria em contato com as entidades representantes dos servidores ainda esta semana para marcar novas reuniões para discutir as necessidades mais urgentes de cada instituição e, desta forma, adotar medidas necessárias.

 

Estiveram presentes ao encontro o coordenador geral do Sintuperj Jorge Luís Mattos (Gaúcho) e o delegado da Delegacia Sintuperj/Uenf, Cristiano Peixoto; a presidente da Asduerj, Lia Rocha; Vittorio lo Bianco, da Acecierj; Cláudia Marques dos Anjos, professora da Faetec; e Angélica da Costa Pereira, da Aduenf.

 

As duas manifestações desta terça-feira, que não teve a presença de black blocks, correu sem registros de violência, apesar do contingente desproporcional de policiais militares.

Deputados da Alerj aprovam entrega da Cedae. Universidades serão as próximas

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Por 41 votos a favor e 28 votos contrários, os deputados estaduais da Alerj, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovaram na manhã desta segunda-feira, 20/02, o texto base da lei que entrega a Cedae, Companhia Estadual de Águas e Esgotos, à iniciativa privada e joga fora uma das principais riquezas do Estado.

Na sessão, que foi realizada após uma manobra oportunista do presidente da Alerj, deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), um dos principais comparsas da quadrilha Cabral/Pezão, a maioria dos deputados da base governista garantiu a venda da empresa estatal que só nos últimos três anos rendeu cerca de 1 bilhão em lucro líquido direto para os cofres do Estado. Picciani contou com a cooperação de uma trinca de vendidos do PMDB, os deputados Edson Albertassi, Paulo Melo e Gustavo Tutuca, que utilizaram sua participação em todas as comissões da casa para derrubar a inclusão das emendas ao texto base.

A entrega da Cedae é um recado claro a todas as categorias de trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro, em especial os das universidades públicas. Caso todas as categorias se mantenham no imobilismo, a Uerj, a Uenf e a Uezo serão as próximas a serem vendidas.

 

Confira os votos dos deputados

 

Traíram o povo flumimense e votaram pela entrega da Cedae:

 

Ana Paula Rechuan (PMDB) • André Ceciliano (PT) • André Corrêa (DEM) • Aramis Brito (PHS) • Átila Nunes (PMDB) • Benedito Alves (PRB) • Carlos Macedo (PRB) • Chiquinho da Mangueira (PTN) • Conte Bittencourt (PPS) • Coronel Jairo (PMDB) • Daniele Guerreiro (PMDB) • Dica (PTN) • Dionísio Lins (PP) • Doutor Gotardo (PSL) • Edson Albertassi (PMDB) • Fábio Silva (PMDB) • Fatinha (Solidariedade) • Marco Figueiredo (PROS) • Filipe Soares (DEM) • Geraldo Pudim (PMDB) • Gil Vianna (PSB) • Gustavo Tutuca (PMDB) • Iranildo Campos (PSD) • Jânio Mendes (PDT) • João Peixoto (PSDC) • Jorge Picciani (PMDB) • Marcelo Simão (PMDB) • Marcia Jeovani (DEM) • Marcos Abraão (PT do B) • Marcos Muller (PHS) • Marcus Vinicius (PTB) • Milton Rangel (DEM) • Nivaldo Mulin (PR) • Paulo Melo (PMDB) • Pedro Augusto (PMDB) • Rafael Picciani (PMDB) • Renato Cozzolino (PR) • Rosenverg Reis (PMDB) • Tia Ju (PRB) • Zé Luiz Anchite (PP) • Zito (PP).

 

Votaram a favor do povo e contra a privatização:

 

Bebeto (PDT) • Bruno Dauaire (PR) • Carlos Lins (sem partido) • Carlos Osório (PSDB) • Cidinha Campos (PDT) • Doutor Julianelli (Rede) • Eliomar Coelho (PSOL) • Enfermeira Rejane (PCdoB) • Flávio Bolsonaro (PSC) • Flávio Serafini (PSOL) • Geraldo Moreira da Silva (PTN) • Gilberto Palmares (PT) • Jorge Felippe Neto (DEM) • Lucinha (PSDB) • Luiz Martins (PDT) • Luiz Paulo (PSDB) • Marcelo Freixo (PSOL) • Márcio Pacheco (PSC) • Martha Rocha (PDT) • Paulo Ramos (PSOL) • Samuel Malafaia (DEM) • Silas Bento (PSDB) • Tio Carlos (SDD) • Wagner Montes (PRB) • Waldeck Carneiro (PT) • Wanderson Nogueira (PSOL) • Zaqueu Teixeira (PDT) • Zeidan (PT).

 

O deputado Dr. Deodalto (DEM) não compareceu à votação.

Do ato-show na Uerj para as ruas

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Foi grande. Foi bonito. Foi necessário. Mas é de fundamental importância que os jovens que acompanharam o ato-show realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro nesta terça-feira (14/02), estejam também ocupando a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; o Palácio Guanabara; as ruas.

 

Uma presença maciça de estudantes assistiu ao evento que reuniu diversos nomes da música brasileira com o objetivo de chamar a atenção para a situação inaceitável pela qual passa a Uerj. Uma universidade com extrema importância no cenário nacional e internacional no que diz respeito ao ensino, pesquisa e extensão, tornando-se referência em muitas áreas de conhecimento. Uma das instituições públicas de ensino superior com o perfil mais popular do Brasil. A primeira a instituir cursos de graduação noturno para atender ao anseio daqueles que têm de conciliar sustento e qualificação. A pioneira na adoção do sistema de reserva de vagas, abrindo suas portas às parcelas mais pobres da sociedade.

 

Mas o protagonismo da universidade de outros tempos cedeu lugar à sua exclusão das prioridades do Governo do Estado. Bem verdade que neste Governo, que teve seu início em 2006 com o atual presidiário Sérgio Cabral (2006-2010 e 2010-2014), Educação nunca ocupou uma posição condizente com a de um país que almeja o desenvolvimento sustentável e a melhora significativa da qualidade de vida da população em geral. Os investimentos na Uerj, que o Governo e os reprodutores de seu discurso insistem em chamar de gastos, há muito anos enfrentam um estágio de insuficiência, obrigando trabalhadores e estudantes a desenvolverem suas atividades sem a estrutura adequada. E, cada vez mais, sem sequer as mínimas condições.

 

Para que a Uerj volte a ocupar o seu devido lugar, o protagonismo agora está nas mãos de todos que acreditam no papel preponderante que a Educação tem para a construção de uma sociedade mais consciente de suas necessidades e, principalmente, de seus direitos.

Deputados encaminham a Alerj projeto de Lei para corrigir derrubada do veto que dá reajuste discrepante a advogados da Uerj

Foi publicada na edição da última quinta-feira, 16/02, no Diário Oficial do Estado, projeto de Lei visando corrigir a discrepância causada pela derrubada dos vetos aos artigos 9º e 10 da Lei 7.426/2016, que concedem reajuste exorbitantes aos advogados da Uerj. O PL 2.356/2017, de autoria dos deputados estaduais Comte Bittencourt (PPS), Flavio Serafini (PSOL), Luiz Paulo (PSDB), Marcelo Freixo (PSOL), Paulo Ramos (PSOL) e Waldeck Carneiro (PT), além de revogar os artigos 9º e 10 que tiveram os vetos derrubados indevidamente, regulamenta a verba de representação judicial para a categoria de Técnico Universitário Superior - Perfil Advogado.

A elaboração deste projeto de Lei, que deve entrar em discussão na Alerj nos próximos dias, atende a uma reivindicação do Sintuperj junto aos parlamentares. Ao ser informada sobre a derrubada dos vetos aos artigos 9º e 10 da Lei 7.426, a Diretoria Executiva do Sindicato encaminhou e-mails a diversos deputados estaduais (Comte Bittencourt [PPS]; Dr. Julianelli [Rede]; Flavio Serafini, Marcelo Freixo e Paulo Ramos [PSOL]; Gilberto Palmares e Waldeck Carneiro [PT]; Enfermeira Rejane [PCdoB]; e Luiz Paulo [PSDB]) contendo uma nota elaborada pela reitoria sobre o tema (http://www.uerj.br/lendo_noticia.php?id=1047) e outra aprovada no Conselho Universitário da Uerj (http://www.uerj.br/lendo_noticia.php?id=1049) reivindicando o veto aos artigos pouco após a aprovação dos mesmos no plenário da Alerj, com a justificativa de que os mesmos causariam a quebra da isonomia no atual Plano de Carreira dos servidores técnico-administrativos da Uerj (Lei 6.701/2014) e feririam a autonomia universitária, transformando a categoria de advogados em uma casta privilegiada dentro da Universidade.

Antes de ser encaminhado ao plenário para apreciação, o projeto de Lei 2.356/2017 será apreciado por quatro comissões da casa: Constituição e Justiça; Servidores Públicos; Educação; e Orçamento Finanças Fiscalização Financeira e Controle.

 

Confira o Projeto de Lei 2.356/2017

 

http://www2.alerj.rj.gov.br/lotus_notes/default.asp?id=7&url=L3NjcHJvMTUxOS5uc2YvMThjMWRkNjhmOTZiZTNlNzgzMjU2NmVjMDAxOGQ4MzMvYWNjZDQyZTk0MGIzNjE0NzgzMjU4MGM4MDA1N2FmMjQ/T3BlbkRvY3VtZW50#

Sintuperj solicita à reitoria da Uerj reunião para tratar da derrubada do veto que dá ganhos exorbitantes aos advogados

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A Diretoria Executiva do Sintuperj encaminhou a reitoria da Uerj, conforme deliberação aprovada na Assembleia realizada em 15/02, um ofício solicitando a marcação de uma reunião em caráter de urgência com a participação da Direção do Sindicato e de membros do Comando de Greve dos servidores técnico-administrativos, para discutir a derrubada dos vetos dos artigos 9º e 10 da Lei número 7426/2016, que dá gratificação diferenciada para a categoria de Técnico Universitário Superior - Perfil Advogado.

Sintuperj protocola deliberações da Assembleia de 15/02/2017

A Diretoria Executiva do Sintuperj protocolou junto à Reitoria da Uerj e aos diretores do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e da Policlínica Piquet Carneiro (PPC) nesta quinta-feira (16/02) as deliberações da assembleia dos técnico-administrativos da Uerj realizada no dia anterior (15/02).

 

Deliberações da Assembleia de 15/02/2017

 

1) Manutenção da greve até a integralidade de todos os pagamentos;

2) Próxima Assembleia dia 07/03/2017, terça, 14h, no campus Maracanã,

3) Lutar contra a derrubada dos vetos ou a apresentação de um novo PL, referente à Lei 7426/2016, artigos 9º e 10, para a não concessão deste direito;

4) Convocação de plenária no Cap-Uerj para debate com os técnicos da unidade, concernente a questões relativas ao movimento grevista e relações institucionais. Data a ser definida na próxima Assembleia;

5) Moção de apoio ao servidor técnico universitário, João Luiz Romão Pereira, atingido no ombro por bala de borracha disparada pela tropa de choque da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no ato do movimento unificado na Alerj, em 01/02/17;

6) Campanha de mobilização para maior participação e engajamento dos servidores técnicos universitários da Uerj nas Assembleias, atos do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado (MUSPE) e demais eventos, com o tema/ slogan: “Uerj Muda, Não Muda”;

7) Ida à reitoria exigir um posicionamento e providências contra a derrubada do veto referente à Lei 7426/2016, artigos 9º e 10;  já que o aumento somente aos advogados criará uma situação de profunda injustiça e quebra de isonomia para com toda a categoria;

8) Que o Sintuperj inicie ação jurídica cabível para anular ou questionar os artigos 9º e 10, cujo veto foi derrubado;

9) Ida à Reitoria após a assembleia para cobrar as seguintes questões: 

a) aumento ilegal dos advogados,ocorrido através da Lei 7426/2016, constantes nos artigos 9º e 10;

b) a perseguição dos terceirizados lotados na comunidade de Dois-Rios (Ceads-Ilha Grande);

c) Questionamento sobre a atuação do Diretor do Hupe, que está agindo ilegalmente em nome da Uerj;

10) Chamar atenção à DIJUR com falas, cartazes e faixas;

11) Ação jurídica contra o Diretor Geral do Hupe, Edmar José Alves dos Santos e acirrar a campanha “Fora Edmar”;

12) Solicitar reunião da Direção do Sintuperj e comando de greve com a reitoria a respeito das denúncias dos trabalhadores do CEADS - Ilha Grande, para os devidos esclarecimentos e providências para solução dos problemas causados aos trabalhadores, com a presença das chefias/responsáveis e direção local;

13) Aprovar carta-manifesto de apoio aos trabalhadores do CEADS - Ilha Grande;

14) Apoio aos trabalhadores terceirizados da APPA, que estão em aviso-prévio, cobrando da reitoria respostas sobre as negociações, anunciadas, junto ao governo e a Secti, especialmente quanto a medidas para evitar novas demissões na Uerj;

15) Moção de apoio aos trabalhadores terceirizados;

16) Defesa intransigente do concurso público na Uerj e no Estado do Rio de Janeiro, contra todas as contratações temporárias e cargos comissionados que tiram vagas dos servidores concursados e geram nepotismo e apadrinhamento político;

17) Calendário de atividades - construir junto aos demais setores da educação, serviço público e privado, o dia 15 de março, dia nacional de luta contra a Reforma da Previdência, o plano de ajuste fiscal, em defesa do serviço público e construção da greve geral;

18) Participação no ato pelo Dia Internacional das Mulheres, 08 de março, que neste ano tem o eixo da luta contra a violência à mulher (feminicídio) e a Reforma da Previdência, que causará perdas mais significativas às mulheres;

19) Compra, pelo sindicato, de cartilhas sobre a Reforma da Previdência, produzida pela CSP-Conlutas, para distribuição na base da categoria (custo de 1 (hum) real por cartilha).

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Técnico-administrativos da Uerj aprovam manifesto em solidariedade

aos seguranças do Ceads-Uerj

Confira o manifesto aprovado pelos servidores técnico-administrativos da Uerj nesta assembleia, sobre a situação de mudança das escalas dos trabalhadores do Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (CEADS), campus da Universidade localizado em Ilha Grande.

 

Manifesto em solidariedade aos trabalhadores terceirizados da segurança do Ceads-Uerj

(Dois Rio-Ilha Grande)

 

Os trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em Assembleia realizada no Campus Maracanã em 15/02/2017, se manifestam em solidariedade aos trabalhadores terceirizados do Ceads – Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (unidade da UERJ em Dois Rios - Ilha Grande) e apoiam suas denúncias de assédio moral, criminalizações e perseguições sofridas por parte da nova chefia local, responsável pelos vigilantes patrimoniais, com a omissão de outras chefias da Direção da unidade.

 

O que mais tem causado revolta dos trabalhadores terceirizados da Segurança em Dois Rios e ao fato da chefia atual ter mudado o horário do plantão 24h por 72h para um plantão de 12h por 36h à revelia e arbitrariamente sem consultar os trabalhadores (horário foi mudado em 01/01/2017).

 

Os trabalhadores terceirizados da limpeza e cozinha do Ceads-Uerj (Dois Rios) também foram submetidos a um horário desfavorável e escravizador, com somente uma folga aos domingos (anteriormente obedeciam ao plantão de 4 dias trabalhados por 4 dias de folga). Reiteramos que estes trabalhadores residem em um local isolado, portanto, um dia não é suficiente para seu descanso e realização de suas tarefas particulares, inclusive, as relacionadas com as suas subsistências (como, por exemplo, fazer suas compras fora de Dois Rios, visto que não há como fazê-lo em Dois Rios).

 

No caso das peculiaridades do campus Dois Rios, a escala anterior, como já pontuado acima, era muito mais favorável ao conjunto dos seguranças patrimoniais (e outros trabalhadores terceirizados) do campus Dois Rios. No entanto, a chefia da UERJ local insiste em humilhar os trabalhadores com uma escala incompatível com a realidade do local.

 

Um ponto importante que deve ser considerado quanto ao estabelecimento de plantões e horários compensatórios alternativos jornada de 12h por 36h, diz respeito a que Dois Rios é um local de difícil acesso, caracterizando uma situação diferenciada, e que torna excessivamente sacrificada uma jornada de trabalho mais curta, pois obrigará os vigilantes a ter que se deslocar do trabalho para casa maior número de vezes por semana do que sob o regime de trabalho anterior.

 

A falta de transporte para a locomoção dos trabalhadores é outra grave irregularidade que deve ser considerada, pois os mesmos permaneceriam em Dois Rios por muito mais tempo do que o necessário e perderia mais tempo na espera pelo transporte escasso para Abraão (local em que muitos dos seguranças moram) do que no plantão de 24h por 72h (caso a mudança para 12h por 36h permaneça). E os trabalhadores não seriam remunerados pelo longo tempo de espera.

 

Agrava a situação o fato dos trabalhadores serem injustamente prejudicados neste momento de crise econômica e social enfrentada pela classe trabalhadora e comunidades tradicionais, pois um número expressivo dos vigilantes moradores de Abraão ou de Dois Rios (que possuem outra forma autônoma de renda, como a pesca ou turismo) não terão como continuar honrando seu trabalho e alimentação de suas famílias, se a prejudicial mudança de horário realmente permanecer. Os mesmos terão que fazer uma escolha e não poderão “pagar” para trabalhar, como tem acontecido com os trabalhadores terceirizados de várias áreas devido aos descontos e atrasos abusivos e infindáveis nos pagamentos, o que será prejudicial também à Uerj, pois haverá um desfalque nas equipes sobrecarregando os que ficarem até a resolução do impasse.

 

Deve ser enfatizado que os trabalhadores da segurança de Dois Rios estão temerosos de receberem represálias e punições (como demissão ou remanejamento para outro local de trabalho) pelo fato de terem organizado um abaixo-assinado solicitando a permanência do horário de plantão 24h por 72h. No entanto, a Uerj será responsabilizada por qualquer tipo de represália ou punição que estes trabalhadores venham receber.

 

Pelos motivos acima apresentados, exigimos que a Reitoria apure as denúncias acima relatados, bem como requeira o retorno de um horário de plantão compatível com a realidade dos caiçaras de Dois Rios.

 

Sintuperj encaminha ofício à Fazenda estadual e ao Rioprevidência reivindicando seus repasses financeiros

O Sintuperj encaminhou nesta quarta-feira, 15/02, ofícios ao secretário estadual de Fazenda, Gustavo de Oliveira Barbosa, e ao Rioprevidência, endereçado ao diretor predisente, Reges Moisés dos Santos e ao diretor jurídico, Marcelo Santini Brando, reivindicando a realização dos repasses atrasados das parcelas de consignação do Sindicato, que estão pendentes e causam asfixia financeira e dificuldades de caixa à instituição.

O documento reforça ainda que os repasses financeiros ao Sindicato, que são fruto de contribuição espontânea dos sindicalizados do Sintuperj, não afetam em hipótese alguma o caixa do Tesouro do Estado e são classificados como verba de natureza privada, o que faz com que a não realização do repasse possa ser configurada como apropriação indébita por parte do Executivo estadual.

Em relação à Secretaria Estadual de Fazenda, o Sintuperj está sem receber seus repasses financeiros devidos dos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016, além de janeiro de 2017. Já o Rioprevidência ainda não realizou os repasses financeiros ao Sindicato relativos aos meses de dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

Sintuperj recorre à OEA para intervir na violação de direitos dos servidores públicos
 

O Sintuperj entrou com pedido de intervenção junto à Organização dos Estados Americanos (OEA), em relação à situação de violação dos direitos humanos cometidos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro sobre os servidores públicos estaduais. A denúncia, feita em formulário disponível pela entidade, ressalta que no início de 2017, os servidores ainda não haviam recebido os salários de novembro e de dezembro, além do 13º salário. 

 

O documento também ressalta que "o Poder Executivo estadual define arbitrariamente, de acordo com sua própria conveniência, quais as categorias que serão pagas primeiro, quebrando a isonomia e privilegiando alguns em detrimento da fome e da miséria de outros". 

 

Confira a íntegra do documento no link http://www.slideshare.net/Sintuperj/petica

 

Três dias antes, na sexta-feira (10/02), o Sintuperj enviou ofício à Comissão Jurídica Interamericana OEA. No documento são acrescentadas matérias divulgadas em grandes veículos de comunicação de massa. 

 

Confira a íntegra do documento no link http://www.slideshare.net/Sintuperj/ofcio-45-oea

 

Trabalhadores promovem ato na Alerj em defesa da Cedae e contra a privatização

Os trabalhadores do funcionalismo público estadual deram mais uma demonstração de força na manhã e início da tarde desta terça-feira, 14/02. Reunidos em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), servidores da Educação, da Saúde, da Segurança Pública e do Saneamento realizaram um emblemático protesto contra as tentativas de privatização da Cedae, Companhia Estadual de Águas e Esgotos, e demais pontos do Pacote de Maldades enviado pelo governador Luiz Fernando Pezão para aprovação dos deputado estaduais na Alerj, que faz com que os trabalhadores paguem a conta pela roubalheira praticada pelo PMDB e seus comparsas contra os cofres do Estado.


O ato teve início às 10 horas da manhã, com falas das entidades sindicais ligadas à Cedae, e foi ganhando corpo com a chegada de trabalhadores de outras categorias e também estudantes. Por mais de quatro horas os representantes de diversas categorias e demais manifestantes fizeram falas exaltando a força do movimento dos servidores públicos estaduais através do Muspe e das demais forças de mobilização dos estudantes e outras parcelas da sociedade, que fizeram com que o presidente da Alerj, deputado estadual Jorge Picciani (PMDB) recuasse e retirasse da pauta desta semana o Projeto de Lei que entrega a Cedae como garantia para que o Estado possa receber empréstimos do Governo Federal através dos bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil), fazendo com que a empresa se torne uma moeda de troca e seu controle seja entregue à iniciativa privada.


Outro ponto bastante comentado pelos representantes dos sindicatos ligados ao Muspe foi a ausência das tropas do Batalhão de Choque da Polícia Militar fazendo a segurança da Alerj, pois o efetivo está impedido de sair por conta de uma manifestação comandada por esposas e demais familiares dos policiais. No ato desta terça-feira na Alerj, foi ressaltado em diversas falas que os policiais também estão altamente precarizados com atrasos de salários e também por um regimento arcaico que os impede de reivindicar seus direitos trabalhistas e, por isso, é importante a mobilização das mulheres que são companheiras desses trabalhadores para chamar a atenção para a forma desumana de tratamento a que são submetidos os praças. Um dos representantes de sindicatos que saudou a luta das mulheres de PMs foi o coordenador geral do Sintuperj Jorge Luis Mattos (Gaúcho), que exaltou a participação das mulheres como motor de transformação e de luta nas reivindicações dos servidores públicos estaduais. Outra classe que recebeu elogios de Jorge Gaúcho foi o movimento estudantil, presente em peso no ato desta terça. O coordenador geral do Sintuperj ressaltou que as grandes vitórias dos movimentos sociais no Brasil e no mundo ocorreram com a união da juventude estudantil e dos trabalhadores. Além de Gaúcho, estiveram presentes pelo Sintuperj os coordenadores gerais Antônio Virgínio e Regina de Souza, e o delegado sindical Sintuperj/Hupe Carlos Fernandes.


Mesmo com a tentativa de desmobilização por parte do presidente da Alerj, os trabalhadores deram um significativo recado aos deputados estaduais e ao Executivo estadual, ressaltando que não irão esmorecer na luta por garantia de direitos e afirmando que estarão nas ruas em todos os dias da próxima semana, quando o deputado estadual Jorge Picciani tem a intenção de encaminhar o projeto de privatização da Cedae e outras pautas do Pacote de Maldades para votação. Os servidores públicos estaduais reafirmaram sua posição em defesa da Cedae pública, estatal e forte, defendendo a água como um direito e não como uma mercadoria.

Comunidade do CAp-Uerj promove ato no bairro do Rio Comprido

A comunidade do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, Colégio de Aplicação da Uerj (CAp), deu uma mostra de força na manhã desta segunda-feira, 13/02. Em ato que circulou pelas principais ruas do bairro do Rio Comprido, diversas categorias ligadas ao CAp como técnicos, estudantes, docentes e pais de alunos buscaram chamar a atenção da comunidade e dos motoristas que utilizam a Avenida Paulo de Frontin, uma das principais rotas de ligação entre o Centro e a Zona Sul, denunciando a situação de precariedade imposta pelo Governo do Estado à unidade e a comunidade uerjiana como um todo. O Sintuperj esteve presente através da coordenadora geral Regina de Souza, do coordenador de Administração e Finanças Guilherme Muniz Guerrante e do delegado sindical Sintuperj/Uenf Carlos Fernandes.


O ato teve início por volta das 10 horas da manhã, com concentração na praça do Rio Comprido, onde diversos representantes das categorias de trabalhadores, estudantes e familiares do CAp fizeram falas em defesa da educação pública, reivindicando que a Uerj e todas as suas unidades, incluindo o Colégio de Aplicação, sejam tratados como prioridade pelo Estado, que precisa resolver de maneira urgente os problemas provocados por ele mesmo na instituição. Os moradores do bairro que passaram pela praça conheceram as medidas tomadas pelo governador Luiz Fernando Pezão e seus cúmplices para sucatear a educação, como o não pagamento de salários dos trabalhadores e bolsas dos estudantes, não investimento em estrutura e interrupção dos repasses de custeio para a compra de materiais básicos, como produtos de limpeza e insumos de escritório. Ainda durante a concentração, a comunidade Capiana relembrou que as verbas que deveriam ser investidas na educação foram desviadas para a prática de corrupção, beneficiando as empresas com as quais a quadrilha do PMDB manteve (e mantém) acordos espúrios, motivo este pelo qual as categorias de servidores públicos estaduais, unidas em torno do Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) reivindica o impeachment de Pezão e todos os seus comparsas.


Por volta das 11 horas, os manifestantes organizaram uma marcha que percorreu as pistas da Avenida Paulo de Frontin, encerrando o ato em frente ao CAp-Uerj, localizado na rua Santa Alexandrina. Durante a caminhada, os estudantes e trabalhadores receberam apoio incondicional dos moradores do bairro e pessoas que aguardavam o transporte público, entendendo que a luta por uma educação de qualidade se sobrepõe a qualquer pequena retenção no trânsito. Ao final da marcha, já em frente ao CAp, a coordenadora geral do Sintuperj Regina de Souza fez uma fala exaltando a importância da unidade, que além de formadora de estudantes e consciências é um dos principais polos de produção de conhecimento na área da Educação, e reafirmou a importância da união de todas as categorias em defesa do CAp e da Uerj como um todo.
 

Antes da chegada de black blocks, servidores defendem Cedae pública em frente à Alerj

O final da história foi o mesmo: um grupo com os rostos cobertos que supostamente externaliza a revolta social contra a política brasileira entra em confronto com o batalhão de choque da Polícia Militar. O resultado também não foi diferente: os servidores públicos estaduais, que até então se manifestavam contra o projeto de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), foram obrigados a se dispersar. E nos entreouvidos da população que transitava nas ruas do Centro comentários do tipo ‘quem não tem nada a ver com a história é quem paga’, ‘é tudo baderneiro!’.


Os advogados dos jovens que invariavelmente entram em conflito com a Polícia, normalmente com seus rostos cobertos, repetem a história de que black block é uma tática criada na Europa com o intuito de proteger os manifestantes. E que o quebra-quebra que esses ‘jovens inconformados’ promovem, sobretudo a agências bancárias, representam na verdade um ataque aos ‘pilares do capitalismo’ etc. 


Mas no contexto contemporâneo brasileiro, todas as vezes que esses grupos decidem “defender” ou “proteger” os manifestantes acabam por expô-los gratuitamente à brutalidade imanente da Polícia Militar. No fim das contas, os manifestantes feridos são, em sua maioria, servidores.


Além disso, os trabalhadores são jogados na maior das “fogueiras” diante da opinião pública, já que as notícias veiculadas pelos grandes meios de comunicação de massa dificilmente distinguem servidores e black blocks, colocando todos no mesmo “saco” de manifestantes.


Enquanto as manifestações dos servidores públicos estaduais desta quinta-feira (09/02) estiveram sob sua gerência, o que se viu foram trabalhadores sob o forte calor carioca numa árdua, porém incansável e necessária tarefa de conscientizar a população e o próprio Parlamento da nocividade em se entregar à iniciativa privada o bem mais precioso da Humanidade: a água.


Do lado de dentro da Assembleia Legislativa, os deputados começaram a discutir o Projeto de Lei 2.345/17, que autoriza o uso das ações da Cedae para viabilizar um empréstimo de R$ 3,5 bilhões da União, às 19h, em sessão extraordinária. Até às 22h, segundo dados da própria Alerj, o PL recebeu 210 emendas. Ainda segundo a Casa, o Colégio de Líderes debaterá as emendas na próxima segunda-feira (13/02), e o projeto deve entrar em votação no dia seguinte.

Alerj derruba veto e dá aumento discrepante a advogados da Uerj

Reprodução Site Alerj

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Em sessão realizada na última quarta-feira, 08/02, o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Alerj derrubou o veto do então governador em exercício Francisco Dornelles aos artigos 9 e 10 do projeto de Lei 2057/2016, que reorganiza a carreira dos servidores técnico-administrativos da Uerj e corrige distorções existentes na Lei 6701/2014, que reformula o Plano de Cargos e Carreiras dos técnicos da Uerj. na sessão, 49 dos 70 parlamentares votaram favoravelmente pela derrubada.

Os artigos são relacionados aos advogados da então Procuradoria Geral da Uerj (PGUerj), hoje Departamento Jurídico (Dijur). Na época, eles foram incluídos diretamente no plenário pelo deputado estadual Edson Albertassi (PMDB), passando por cima dos pontos de negociação aprovados nas assembleias da categoria e debatidos a exaustão nas mesas de negociação com o parlamentar, que era o interlocutor do governo estadual.

 

Relembre os pontos vetados:

 

Art. 9º - O §4º do artigo 12 da Lei nº 6.701, de 11 de Março e 2014, passará a ter a seguinte redação:

“Art. 12 (...) §4º A verba de representação judicial de que trata o inciso V deste artigo terá como valor o equivalente a 185% (cento e oitenta e cinco por cento) do Vencimento Base do respectivo padrão remuneratório do servidor, a partir de janeiro de 2017, sendo atribuível exclusivamente ao ocupante do cargo Técnico Universitário Superior - Perfil Advogado de que trata a Lei 4.796, de 29 de junho de 2006.”

Parágrafo único - Os efeitos financeiros produzidos por esse artigo serão implementados a partir de janeiro de 2018.

Art. 10 - Fica absorvida e extinta a vantagem pessoal prevista no art. 22 da Lei 6.701/2014, a partir de janeiro de 2018.

 

O significado prático destes artigos é que os advogados da Uerj, em caso da reconstituição da Procuradoria, irão receber um reajuste de 185% e mais 50% de incorporação de verbas, TOTALIZANDO 235% DE ACRÉSCIMO EM SEUS VENCIMENTOS! Além desse aumento absurdo, em um momento que o Governo do Estado mantém constantes atrasos de salários e ameaça retirar os direitos dos trabalhadores argumentando que há uma "crise" financeira, a derrubada desses vetos pode causar outros problemas:

 

Quebra de isonomia - Os advogados da Uerj são servidores técnico-administrativos, enquadrados como "Técnico Universitário Superior - Perfil Advogado", sendo regidos pela mesma lei que rege todos os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade (Lei 6.701/2014, Reformulação do Plano de Carreira). Este aumento de 185% quebra a isonomia existente na Lei e cria um abismo entre os técnicos de perfil advogado e os demais servidores de nível superior da instituição;

Quebra da autonomia universitária - Através de seu Conselho Universitário, a Uerj está rediscutindo a reorganização do corpo jurídico da instituição. O processo, que foi apreciado exaustivamente pela Comissão Permanente de Legislação e Normas (CPLN), está a ponto de ser apreciado pelo plenário da instância máxima da Uerj. No entanto, o poder Legislativo, por provável desconhecimento, sobrepassa a autonomia administrativa da Universidade e cria uma "casta privilegiada" dentro da instituição. É como se alguns poucos deputados quisessem "dar um recado" para a Reitoria da Uerj, colocando dentro da Universidade um grupo com poder suficiente para atender seus interesses.

Ameaça direta aos trabalhadores - Além de criar um abismo entre os advogados e os demais trabalhadores da Uerj, ultrapassando em até seis vezes os vencimentos dos professores titulares, o aumento exponencial dos salários do corpo jurídico da Universidade coloca em xeque a atuação dos mesmos em relação às demandas dos trabalhadores e estudantes da instituição e ameaça as entidades representativas dos mesmos. Reiterando que o Sintuperj e a Asduerj têm retidos cada cerca de R$ 8 mil por ação da extinta PGUerj, referentes a honorários de sucumbência da ação de interdito probitório movida pela Reitoria da Uerj contra as entidades representativas no ano de 2012, durante a greve das categorias.

 

O Sintuperj, atendendo a um anseio de sua base já explicitada em assembleias e atos nas reuniões do Conselho Universitário, irá lutar até as últimas instâncias para que essa derrubada do veto aos artigos 9º e 10 do PL 2.057/2016 seja revista. E convoca todos os servidores técnico-administrativos da Uerj para essa luta, pois no caso da manutenção desse reajuste TODOS OS TRABALHADORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS DA UERJ TEM DIREITO A ESTE MESMO PERCENTUAL, pois assim versa a isonomia existente no Plano de Cargos e Carreiras (Lei 6.701/2014).

A hipnose da privatização da Uerj

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O apoio da grande mídia ao projeto de privatização da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (05/02). Uma reportagem publicada pelo O Globo, afirmou que os gastos com pessoal na universidade superou a inflação do período entre 2007 e 2016. Destrinchando a publicação, no entanto, encontramos uma série de incoerências e até de equívocos.

 

Uma das causas apontadas pela publicação para o excessivo gasto com a universidade, seria os 22% de reajuste concedido aos servidores administrativos, parcelado em 12 vezes, no ano 2012. O referido aumento na verdade se trata de uma recomposição de perdas inflacionárias, e foi concedido em 2010. Antes disso, esta categoria - que teve o primeiro plano de carreira implantado por lei em 2006 - nunca recebera reajuste em seus salários, somente a recomposição inflacionária do período correspondente.

 

A matéria também afirma que os "docentes tiveram, em 2014, a criação de um novo plano de cargos e salários". Ótimo seria se a informação fosse verdadeira, pois um novo plano de carreira daria a oportunidade de os professores da Uerj ajustarem equívocos cometidos em sua carreira quando a implantação de seu primeiro e único plano de carreira até aqui, em 2008. O veículo pode ter confundido a reformulação do plano de carreira dos técnico-administrativos em 2014, justamente com o objetivo de corrigir distorções do plano de 2006, com um imaginário plano docente.

 

Ainda sobre os docentes, o veículo alega um aumento de 2/3 nos vencimentos, em decorrência das implementação do adicional de Dedicação Exclusiva, em 2012. Sobre essa questão, vale ressaltar que a Uerj era a única universidade pública de todo o país que não adotava esse regime de trabalho. Na prática, portanto, ele significa uma elevação da qualidade de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na instituição. No entanto, os valores referentes à Dedicação Exclusiva ainda não são incorporados na aposentadoria, dependendo de decreto-lei do governador.

 

Uma das opiniões "especialistas" ficou por conta de um professor da instituição privada IBMEC - nem um pouco suspeito para falar. Segundo ele, "no estado do Rio de Janeiro, o aumento foi dos mais elevados, e o resultado disso estamos vendo agora". O economista simplesmente ignora, os R$ 66 bilhões de dívida ativa das empresas com o estado, os milhões pagos em propinas descobertos por conta das investigações da Operação Lava Jato e principalmente, os mais de 150 bilhões em isenções fiscais concedidas pelo governo de Sérgio Cabral em apenas cinco anos, e que não cessaram nem mesmo com o ápice da crise financeira. A matéria também não leva em consideração a instalação de novos campus da universidade, o que elevam os investimentos totais, entre eles o de Petrópolis, em 2014.

 

Além disso, o aumento de investimento - e não gasto - com pessoal refere-se à adequação da universidade à legislação. Um grande contingente de servidores ingressaram na universidade nos últimos dois anos, substituindo trabalhadores contratados de forma precária, cumprindo ordem judicial. Na prática, a entrada de servidores concursados também representa elevação na qualidade dos serviços prestados, uma vez que a falta de servidores estatutários compromete a execução de projetos e programas de longo prazo, além da própria continuidade da prestação do serviço público, já que trabalhadores contratados sob o regime de trabalho precarizado são constantemente trocados.

 

Para finalizar, uma das possibilidades de solução aventadas na matéria é a redução da proporção de funcionários para o quantitativo de estudantes. A publicação faz uma comparação entre, segundo ela, a proporção de 11,6 alunos por funcionário da Uerj com os 14,9 alunos do Swiss Federal Institute of Technology Zurich, na Suíça, e os 18,8 alunos da University of Toronto, no Canadá. É uma lástima que também não se tenha feito um comparativo entre a qualidade de vida, a oferta de serviços públicos e, principalmente, os salários mínimos de suíços e canadenses com a dos brasileiros. Além disso, Suiça e Canadá estão entre os países de menor corrupção política do mundo, diferentemente do Brasil. A comparação ainda faz um sugestivo adendo de que as 150 melhores universidades públicas do mundo não são "necessariamente gratuitas".

 

A aparente reflexão isenta sobre as causas e soluções da crise financeira do estado do Rio de Janeiro camufla um discurso implícito da necessidade de cobrança de taxas ou mensalidades em troca do acesso ao ensino superior. O que está em jogo, na verdade, é uma disputa de narrativa sobre o financiamento das universidades públicas, que está inserida num projeto ainda maior: o projeto de privatização dessas instituições.

 

Esse projeto de entrega dos serviços públicos já avançou em diversas áreas, como transportes, saúde e comunicações. Contudo, encontrou na Educação, sobretudo nas instituições públicas de ensino, sua maior resistência. Não por acaso, assistimos a tentativas de minar a consciência crítica desenvolvida nas escolas, como o pseudo projeto democrático "Escola sem partido" e o decreto presidencial de Michel Temer que extingue do ensino médio disciplinas como Filosofia, Sociologia e Artes.

 

A grande mídia, com seu grande alcance social, tem atuado como porta voz do governo. Em vez disso, poderia - e deveria por função - fazer uso das informações privilegiadas das quais tem acesso para contribuir para a construção de uma sociedade mais livre e justa, em detrimento dos interesses de uma minoria social detentora do poder político e econômico.

"Fórum das Seis", de São Paulo, lança nota em defesa da Uerj

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O Sintuperj recebeu, por meio da Fasubra, documento intitulado "Em defesa da Uerj" elaborado pelo "Fórum das Seis", entidade composta pelas representações sindicais de trabalhadores das seis universidades públicas do estado de São Paulo (USP, Unesp, Unicamp e Ceeteps - Centro Paula Souza).

O documento, assinado por STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Ceetesp), Sintunesp (Sindicato dos Trabalhadores da Unesp), Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo), Adunesp (Associação dos Docentes da Unesp) e Adunicamp (Associação dos Docentes da Unicamp), contextualiza as tentativas de desmantelamento da Uerj promovidas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e lança um protesto contra a destruição do patrimônio cultural, científico e artístico construído pela comunidade uerjiana.

Confira o documento, que também foi encaminhado para a Reitoria e Conselho Universitário da Uerj, Associação dos Docentes (Asduerj), Governo do Estado do Rio de Janeiro e Assembleia Legislativa (Alerj).

Calote do Governo do Estado na Uerj e precarização são temas de Consun

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A situação da Uerj foi tema de um extenso debate no Conselho Universitário da (Consun), realizado na manhã desta sexta-feira, 03/02. Por pouco mais de duas horas, os conselheiros presentes ao plenário debateram todo o processo de precarização imposto pelo Governo do Estado, que não repassa os devidos valores de custeio (bolsas de estudantes, manutenção e encargos) para a instituição desde o final do ano de 2015, e que impede inclusive que a Universidade mantenha em normalidade suas atividades e inicie o período letivo de 2016.2.

Ao final do expediente e início da ordem do dia, a reitora em exercício da Uerj Maria Georgina Muniz Washington fez um relato em tom dramático sobre a atual situação da instituição, que de acordo com a mesma tem sérios problemas que impedem o início das atividades. De acordo com a reitora, é preciso observar que cada campus da Universidade tem suas especificidades de funcionamento, que precisam ser avaliadas com cuidado para que a comunidade acadêmica não seja prejudicada com medidas tomadas de maneira errada. Georgina relatou que as empresas prestadoras de serviços do restaurante universitário, limpeza, manutenção dos elevadores e recolhimento de lixo já paralisaram ou estão paralisando suas atividades por atrasos nos repasses por parte do Estado e da Uerj. Finalizando, a reitora abriu o debate pedindo que sejam encaminhadas ideias para que a Universidade possa sair dessa situação de desmonte promovida pelo Governo.

Um ponto complementar ao debate sobre as condições da Uerj durante o Consun é o tratamento dispensado pelo Governo do Estado para a Universidade e seus trabalhadores, que se refletiu nos ataques e agressões contra os servidores públicos estaduais no ato organizado pelo Muspe, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, no dia 01/02. Em diversas intervenções, os conselheiros classificaram como “covardes” e “inaceitáveis” os ataques com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha contra os trabalhadores que estavam reivindicando na rua seus direitos, força desproporcional que inclusive feriu servidores da Uerj para proteger o governador e seus asseclas em suas medidas de sucateamento e desmantelamento do bem público. Nesse sentido, o conselheiro Jorge Luis Mattos de Lemos (Gaúcho) fez uma fala ressaltando a importância da mobilização de todos os setores da Uerj em defesa do patrimônio do Estado e dos servidores públicos, pois apenas com a saída da inércia em que se encontram os trabalhadores da Universidade será possível evitar a entrega das instituições públicas por meio da privatização. Jorge Gaúcho afirmou ainda em sua fala que a primeira grande luta já será na próxima semana, para impedir a privatização da Cedae.

Durante todo o Consun, os conselheiros presentes encaminharam propostas com o objetivo de denunciar o calote que o Governo do Estado está dando na Uerj e todos os fatores que impedem seu funcionamento e o início das aulas. Ao final, foi aprovada uma moção contra o processo de precarização sofrido pela Universidade que está sendo imposto pelo Executivo estadual, e foram abertas discussões para a realização de uma assembleia universitária, que por regimento deve ser chamada pela reitoria com a convocação do governador, como chanceler da Uerj, para acompanhar a mesma.

Defendendo Pezão e Picciani, PM promove episódios de selvageria

em ato dos servidores estaduais

 

Na tarde de quarta-feira, 01/02, as forças militares encaminhadas para a Alerj, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, promoveram mais um show de selvageria contra aqueles que são seus companheiros de classe. Utilizando um arsenal infinito de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, os policiais cegos pelo regimento que os controla e oprime atacaram covardemente os servidores do funcionalismo público estadual, que promoviam ato “Só o impeachment salva o Rio” contra o novo "pacote de Maldades”, acordado entre o governador Luiz Fernando Pezão e o Governo Federal do presidente golpista Michel Temer, que em suas propostas dilapida o patrimônio estadual e obriga os trabalhadores a pagar pela roubalheira promovida pelo PMDB em nosso Estado.

 

Ato na Alerj: indignação toma conta dos trabalhadores; PM ataca sem piedade

 

Organizado pelo Muspe, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, o ato realizado em frente à Alerj teve início por volta de meio-dia e reuniu mais de cinco mil pessoas com dois grandes objetivos: barrar o novo "Pacote de Maldades", firmado entre o governador Pezão e o ministro da Fazenda do governo golpista, Henrique Meirelles, e o impeachment de toda a quadrilha do PMDB, incluindo o governador, o vice Francisco Dornelles, o deputado estadual Jorge Picciani e todos os seus asseclas, que são cúmplices comprovados do ex-governador e atual presidiário Sérgio Cabral.

Durante as falas realizadas no ato, os representantes de várias categorias da Educação, Saúde, Segurança Pública e Poder Judiciário fizeram um apanhado dos problemas pelos quais passarão a classe trabalhadora com a aprovação do novo "pacote de maldades", que está sendo imposto como "condição" para que o estado do Rio receba ajuda financeira para reverter o cenário de crise provocado pelos anos de PMDB à frente do Executivo, num misto de má gestão, incompetência e roubalheira desenfreada. Além de destruir o patrimônio público com a privatização da Cedae, o novo pacote impõe aos servidores públicos estaduais enormes perdas de direitos, como o aumento do desconto previdenciário para até 22% dos vencimentos, o que na prática representa a retirada de um salário e meio dos trabalhadores por ano.

Com esse cenário, os trabalhadores fizeram falas revoltadas contra todas as práticas do governador Luiz Fernando Pezão, que se refletem em dispensas vazias e contas atrasadas. Outro símbolo do autoritarismo e da indiferença do PMDB em relação aos anseios da população são as grades colocadas em volta da Alerj, que transformam a "Casa do Povo" em uma "Casa de Negociatas", além de um cartório que chancela os mandos e desmandos da quadrilha Cabral/Pezão/Picciani. Para defender essas grades, vale até mesmo transformar a Polícia Militar, corporação que deveria "Servir e Proteger" a população, em cães de guarda do PMDB e de todas as suas práticas corruptas. E assim foi feito ontem... Enquanto o deputado Picciani era eleito novamente presidente da Alerj, num conchavo em que participaram a maioria dos parlamentares da Casa, a Polícia, para defender grades e corruptos, atacava de maneira covarde e insana aqueles que estavam lutando, inclusive, pelos direitos de quem os atacava.

Contudo, se em outras repressões semelhantes a Polícia restringia-se ao entorno da Alerj, nesta quarta-feira o que se viu foi uma verdadeira caçada das forças de repressão aos servidores públicos. As tropas avançaram pela Rua da Assembleia, um dos acessos à Casa legislativa, atirando incontáveis bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. A partir de então, os servidores ocuparam a Avenida Rio Branco e paralisaram a circulação dos meios de transporte pela avenida, sempre demonstrando total descontentamento pelo Governo Pezão e pela repressão que então sofria. Não satisfeita, os militares avançaram ainda mais sobre os manifestantes, chegando até ao Largo da Carioca, onde também atiraram bombas em um grupo de servidores que já buscavam abrigar-se da violência policial, não livrando nem mesmo as demais pessoas que transitavam pelo local.

 

Vandalismo de populares coloca em xeque a imagem dos servidores

 

Parecia 2013. Enquanto a Polícia reprimia de forma selvagem a manifestação pacífica dos servidores públicos, um grupo de pessoas sem vínculos com os servidores começou a quebrar vidraças de diversos estabelecimentos e até em ônibus que já estavam parados na Avenida Rio Branco. O ápice do vandalismo foi o incendeio de um ônibus, resultando em uma grande fumaça preta que tomou boa parte da Avenida Rio Branco, na destruição total do veículo e no acionamento do Corpo de Bombeiros.

É de extrema importância que fique claro que estas atitudes de vandalismo, apesar de também vir da Polícia Militar sob outras formas, não são compactuadas pelos servidores públicos estaduais. Infelizmente, já assistimos a este “filme” em 2013. E as consequências foram a associação implícita feita pela grande mídia entre as pessoas que promoviam destruições ao patrimônio público e a população que então se manifestava pela melhoria dos serviços públicos.

Em um momento em que a opinião pública está cada vez ao lado do funcionalismo público, que enfrenta meses de salários atrasados e falta de condições mínimas de trabalho, é fundamental que os servidores públicos estaduais venham a repudiar toda e qualquer forma de vandalismo, seja da Polícia Militar que reprime o direito de se manifestar, seja dos populares que promovem a destruição pela destruição. Se esse repúdio público não for feito, as atuais manifestações públicas dos trabalhadores, tão importantes à conscientização da sociedade e à defesa dos direitos sociais e trabalhistas incorrerão uma vez mais no risco de serem associadas ao vandalismo.

 

Mobilização pela manhã: ato na Secti e caminhada pelo Centro

 

O dia de mobilização para as categorias de trabalhadores da Secti, Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, teve início por volta das 10 horas, com um ato em frente ao prédio da secretaria, no bairro da Glória. Durante aproximadamente uma hora e meia, representantes de Uerj, Uenf, Uezo, Cecierj, Faetec e Proderj chamaram a atenção da população para o descaso e os sucessivos ataques promovidos pelo Governo do Estado contra as entidades produtoras de conhecimento. O Sintuperj se fez presente no ato através do coordenador geral Jorge Luis Mattos (Gaúcho), que fez uma fala neste sentido.

Outro ponto bastante criticado durante a mobilização em frente à Secti foi a fusão das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Assistência Social, vista como uma forma de precarizar ainda mais as entidades que já estão sucateadas pelo Governo do Estado. Para as representações de trabalhadores, a junção das duas pastas vai fazer com que seja iniciada uma peregrinação dos gestores em busca dos parcos recursos que serão destinados a secretaria.

Após o ato na Secti, os trabalhadores caminharam pelas ruas do Centro da cidade em direção à Alerj, para se juntar aos demais servidores públicos estaduais no ato promovido pelo Muspe. Em cerca de 40 minutos de marcha, os servidores da Secti chamaram a atenção de pedestres e da população no trânsito, recebendo apoio para continuar a luta e contra os ataques do governo do PMDB.

 

Com um voto contrário de conselheiro, CPLN aprova minuta de resolução sobre a PGUerj

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Os membros da Comissão Permanente de Legislação e Normas do Conselho Universitário da Uerj (CPLN/Consun) decidiram na manhã desta segunda-feira, 30/01, pelo encaminhamento ao plenário para apreciação dos conselheiros universitários do processo relativo a minuta de resolução que recria da Procuradoria Geral da Uerj (PGUerj), extinta após a derrubada do Ato Executivo que a constituía, em sessão do Consun realizada no dia 03/08/2016. A decisão se deu após votação nominal, com 06 (seis) votos favoráveis e 01 (um) voto contrário, este dado pelo conselheiro Jorge Luis Mattos de Lemos (Gaúcho), representante da bancada dos servidores técnico-administrativos.

Logo no início da reunião, antes mesmo da apreciação da minuta, o conselheiro Jorge Gaúcho chamou a atenção para o possível atropelamento na apreciação do processo neste momento conturbado da Universidade, que por conta de uma crise provocada pelo Governo do Estado se viu obrigada a adiar as eleições para os conselhos superiores (Consun e Csepe) para o mês de março. Gaúcho ponderou sobre a legitimidade dos atuais conselheiros para apreciar a matéria, podendo inclusive causar a perda de todo o trabalho realizado pela comissão neste tema no caso de uma provocação judicial sobre o assunto à Procuradoria Geral do Estado. Em resposta, o conselheiro Lisandro Lovisolo, relator do processo, apontou que muitas das questões que envolvem a recriação da PGUerj são políticas, mas que estas discussões devem ser travadas de maneira ampla no plenário do Consun. Em seguida, o relator afirmou a importância da condução dos trabalhos e do encaminhamento da minuta de resolução para o plenário como forma de garantir o bom andamento da CPLN.

Por aproximadamente duas horas, os conselheiros debateram a minuta de resolução elaborada pelo conselheiro Lisandro Lovisolo, que assessorado por representantes do corpo jurídico da Uerj buscou esclarecer pontos relativos à estrutura do órgão e a forma de trabalho do mesmo. Nesse sentido, outro ponto de choque entre o conselheiro Jorge Gaúcho e a representação do corpo jurídico da Uerj foi a questão relativa aos honorários advocatícios de sucumbência, que fizeram com que as entidades representativas (Sintuperj, Asduerj e Diretório Central dos Estudantes) tivessem verbas sequestradas, situação esta que vem sendo denunciada há mais de três meses pelo sindicato e que até o momento não foi resolvida pelo corpo jurídico da Universidade. Após provocação do conselheiro Philippe da Silva Souto, da bancada discente, e de discussões acaloradas de ambas as partes, o relator se comprometeu a inserir na minuta de resolução que deva ser constituída pela Administração Central da Uerj e pelo corpo jurídico uma maneira política, em diálogo com as entidades de técnicos e docentes, para que esse imbróglio seja resolvido.

Ao final da reunião, foi realizada a votação nominal que aprovou o encaminhamento da minuta de resolução para o plenário do Consun. Sendo o único que votou contrário ao relato, o conselheiro Jorge Gaúcho ressaltou que entende que a Uerj é maior que todas essas questões envolvendo o corpo jurídico da Universidade e o Sintuperj, mas que por uma questão de defesa dos técnico-administrativos votou contrário à recriação da PGUerj mantendo a vontade expressa pela base em assembleia, por ser uma iniciativa que pode causar inúmeros problemas para a luta sindical da categoria, pois a forma que a minuta de resolução foi elaborada não resolve os problemas passados causados pelo jurídico da Universidade contra o Sintuperj e não garante que haverão outros mais.

Servidores da PPC realizam oficina de cartazes

Após a plenária realizada na parte da manhã desta quinta-feira (26/01), servidores da Policlínica Piquet Carneiro promoveram uma oficina de cartazes com o objetivo de expôr a situação de precariedade da instituição aos seus usuários. As faixas foram afixadas por toda a entrada da Policlínica e fazem críticas principalmente ao governador do Estado Luiz Fernando Pezão e ao diretor da PPC, Luiz Cristóvão Porto.

Representando o Sintuperj, esteve presente a coordenadora de Saúde e Segurança do Trabalhador, Simone Damasceno.

Trabalhadores debatem rumos da luta em plenária na PPC

Em plenária realizada na manhã desta quinta-feira, 26/01, os trabalhadores da Policlínica Piquet Carneiro da Uerj (PPC) reforçaram a necessidade de manter a mobilização e a luta contra os sucessivos ataques do Governo do Estado contra a Universidade e suas unidades de saúde, que prestam um importante serviço para a população fluminense. Além dos coordenadores do Sintuperj (Antônio Virgínio Fernandes, coordenador geral, e Cássia Santos, coordenadora de Administração e Finanças), a mesa do espaço foi composta por dois representantes do Comando de Greve lotados na Policlínica, e que participaram da condução dos trabalhos.

 

Informes: atos, organização do movimento e movimentações do jurídico

 

A plenária teve início com os informes do coordenador geral do Sintuperj Antonio Virgínio Fernandes, que fez um relato do ato promovido pelas categorias de trabalhadores ligadas aos órgãos da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, que ocorreu na tarde de quarta-feira, 25/01. Em seguida, Virgínio ressaltou a importância da mobilização dos trabalhadores para o enfrentamento do atual momento de precarização imposto pelo Estado, e convocou todos os servidores da PPC, inclusive os com vínculo federal, para se incorporar ao ato que será realizado pelo Muspe, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, no próximo dia 02/02, que irá reivindicar o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão, a não reeleição do deputado estadual Jorge Picciani para a presidência da Alerj e a barração do novo "Pacote de Maldades" acordado entre os governos federal e estadual, com referendo da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Para Virgínio, a nova ofensiva através do Pacote serve como um teste para que o governo do presidente Michel Temer tome medidas que irão destruir os direitos do trabalhador brasileiro. Finalizando, Virgínio fez um relato das ações tomadas pelo departamento jurídico do Sintuperj, que provocou o corpo jurídico da Uerj para que seja referendado o Termo de Compromisso de Saída de Greve assinado pela direção do Sindicato e pela reitoria após o fim da greve dos técnicos ocorrida em 2016, e também a movimentação para que o pagamento do 13º Salário referente ao ano de 2016 seja pago, com o informe de que as partes envolvidas no processo (Sindicatos e Governo do Estado) já foram acionadas, o que já abre caminho para que a Justiça tome uma decisão.

Após a rodada de informes da direção do Sintuperj, os trabalhadores se organizaram para relatar como os mesmos estão se organizando em seus setores durante a atual greve, iniciada em 16/01. Representantes de trabalhadores de diversos setores, como Serviço Social, Fisioterapia, Informática e Odontologia falaram sobre as dificuldades que seus espaços de trabalho estão passando com a precarização e como os servidores estão deliberando internamente a realização de escalas e o funcionamento dos setores.

A plenária desta quinta-feira também recebeu a visita da coordenadora geral da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) Léia de Souza, e do coordenador geral do Sintufrj (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro) Francisco de Assis, que fizeram uma saudação aos presentes no espaço. Em sua fala, Léia ressaltou que a pedido da coordenação do Sintuperj a Federação se mobilizou para cobrar do Governo do Estado soluções para o momento de crise vivido pelas universidades públicas estaduais, e que está atenta para quaisquer mudanças nos rumos da luta.

 

Plenária recebe denúncias relacionadas a contratados e à Dishupe

 

Além dos trabalhadores da Policlínica, a coordenadora de Saúde e Segurança do Trabalhador do Sintuperj Simone Menezes Damasceno contextualizou a atual questão envolvendo o Dessaúde, que está funcionando para atender os servidores com demandas urgentes, e a Dishupe, que sofre com a ameaça de perda de parte do seu espaço após uma reforma que durou cerca de três anos. Com o relato de Simone, os trabalhadores ressaltaram a importância de defender a Dishupe e seu funcionamento pleno, sem que o setor seja diminuído.

Outra denúncia grave feita durante a plenária é relacionada aos trabalhadores contratados diretamente pela PPC, que estão sofrendo com vínculos de contratos altamente precários, de apenas três meses com sucessivas renovações, que impedem que os mesmos tenham direitos assegurados pela CLT como férias e 13º salário, além de não haver nenhum documento ou contrato que comprove esse vínculo com a instituição. Os participantes da plenária discutiram formas de buscar mais informações sobre esse assunto, já que os mesmo estão sofrendo práticas de assédio moral e tem medo de denunciar a situação, e foram feitas propostas para que sejam reunidas mais informações que poderão ser encaminhadas por meio de denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

Ao final do espaço, e buscando garantir o trabalho produzido na oficina de faixas e cartazes prevista para logo depois da plenária, os trabalhadores decidiram se dirigir ao diretor da PPC, Luis Cristóvão Porto, para reivindicar o respeito à produção que seria feita pelos servidores na oficina, e que as faixas e cartazes que seriam expostos não fossem retirados, pois apenas os trabalhadores poderiam avaliar o melhor momento para que estas mensagens fossem recolhidas. Após uma peregrinação pela Policlínica, o diretor foi encontrado no Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação (LHA), onde houve um diálogo de aproximadamente cinco minutos entre as partes.

Os encaminhamentos feitos durante a plenária serão debatidos na Assembleia Geral Extraordinária dos servidores técnico-administrativos da Uerj, que será realizada na próxima terça-feira, 31/01, a partir das 14 horas, no Anfiteatro Ney Palmeiro do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

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"A mentira tem pé grande" mobiliza servidores e estudantes 

Servidores de instituições ligadas à Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sect), incluindo as universidades estaduais Uerj, Uenf e Uezo, realizaram o ato "A mentira tem pé grande" na última quarta-feira (25/01). Com a adesão em massa de estudantes, eles se concentraram no Largo do Machado, onde fizeram os primeiros pronunciamento que relatavam a situação de penúria vivida pelos trabalhadores que ainda não receberam o salário de dezembro e o décimo terceiro. Além disso, os constantes atrasos salariais, pagos sem qualquer compensação financeira, faz com que servidores se quer consigam quitar as contas em atraso devido aos juros de mora.
Também vítimas dos atrasos do governo, os estudantes criticaram a demora no pagamento das bolsas estudantis, o fechamento do restaurante estudantil da UERJ - além de cobrar a abertura de outros - e a recente suspensão do passe livre durante o mês de janeiro. O segmento alegou que sem essas ferramentas a permanência dos estudantes mais pobres nas instituições públicas fica inviável.
A degradação dos serviços públicos também entrou na pauta dá manifestação, oriunda da falta de investimentos e com vistas à sua privatização.
Representando o Sintuperj, estiveram presentes os coordenadores gerais Jorge Luís Mattos (Gaúcho), Antônio Virgínio e Regina de Souza. Gaúcho alertou que cabe aos trabalhadores alertarem à sociedade sobre a política de corte de direitos. "Cabe a nós mesmos, que não temos mídia a nosso favor, nos defendermos e conscientizar a sociedade do mal que está sendo causado a esse país". Ele ressaltou que os projetos de lei de autoria do governador Luiz Fernando Pezão, que corta diretos dos trabalhadores e que foram devolvidos pela Alerj no final de 2016, devem ser reenviados à Casa legislativa este ano. "Teremos que dobrar as nossas forças para encarar esse projeto", afirmou. Ele finalizou ressaltando às pessoas que transitavam pelo bairro que na manifestação havia servidores que estavam há três meses sem receber. "Como o Hospital Universitário Pedro Ernesto, por exemplo, funciona se o servidor não tem dinheiro nem para chegar ao trabalho", questionou.
Em seguida, a mobilização saiu em passeata pelas ruas de Laranjeiras, o Palácio Guanabara. Nem mesmo a chuva e os raios esmoreceram os manifestantes que, ao chegar ao seu destino, atearam fogo a um boneco com o rosto do governador Pezão junto a uma caixa que representava o pacote de maldades.

Ao final da mobilização, os servidores tentaram contato com algum representante do Governo. No entanto, um oficial da Polícia Militar informou de que não havia ninguém que pudesse recebê-los

Uerj de São Gonçalo ocupa as ruas do município

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Nem mesmo o forte calor afastou servidores e estudantes da Uerj de São Gonçalo (Faculdade de Formação de Professores - FFP) das ruas do município nesta terça-feira (24/01). Após a confecção de cartazes no interior da instituição e da concentração em frente à Faculdade, eles realizaram uma grande passeata até a Praça Estephânia de Carvalho, no centro do município.

Durante a manifestação os diversos pronunciamentos ressaltavam que a Uerj é a única instituição pública de ensino superior de São Gonçalo - município com mais de 1 milhão de habitantes - cuja importância transcende os limites do município já que a instituição forma profissionais para todo o Estado.

A palavra de ordem durante toda a mobilização foi a de resistência ao fechamento da instituição mediante a normalização dos repasses do governo do Estado à FFP. Foi lembrando que o governo federal pretende conceder quase R$ 100 bilhões às operadoras de telefonia, além de isentá-las da devolução de outros R$ 20 bilhões em 2025, enquanto que, juntas, as três universidades públicas estaduais somam dívidas de R$ 402 milhões.

Entendendo a importância da instituição, muitos veículos que passavam pelo local buzinavam em apoio à manifestação. Uma demonstração de que a luta por uma Uerj pública, gratuita e de qualidade segue firme e forte como um dever de todos.

Pela direção do Sintuperj, estiveram presentes os coordenadores de Formação e Comunicação Sindical Carlos Alberto Silveira e Loana Saldanha.

Ato "Em luto na luta" movimenta a Uerj nesta terça-feira

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Na manhã desta terça-feira, 24/01, a Uerj mais uma vez demonstrou sua força e a vontade de se manter de pé frente aos ataques do Governo do Estado. Com o ato "Em luto na luta", que contou com a participação de servidores técnico-administrativos, docentes e estudantes de diversos campi, os membros da comunidade uerjiana gritaram em alto e bom som que irão se manter unidos e mobilizados contra o fechamento da Universidade, por toda a sua importância para a população fluminense.

O ato teve início às 9 horas da manhã, com a presença de diversos representantes da administração central, centros setoriais e diretores de unidades acadêmicas da Uerj, que fizeram falas reafirmando a produção da Universidade e todo o histórico de luta, ousadia e conquistas que fazem com que a instituição seja uma das mais democráticas do país. Pontos como o pioneirismo na adoção do ensino superior noturno, dando oportunidade para o trabalhador estudar, e a política de reserva de vagas (cotas) foram exaltados como conquistas da comunidade universitária, que enfrentou críticas ferrenhas na adoção dessas medidas por parte da mídia e de setores reacionários da sociedade e dos governos.

Um dos pontos altos do ato foram as intervenções artísticas que tomaram conta da Uerj, que foi envolvida por uma instalação artística com elementos como cruzes, velas e tecidos pretos, simbolizando o luto pelo momento de precarização ao qual o Governo do Estado submete a Universidade, mesclado a cartazes e banners que mostram aos frequentadores da instituição a produção acadêmica da Uerj como símbolos de resistência e luta contra os ataques sofridos pela Universidade. Além disso, uma caracterização de um personagem como a "Morte" rondando o campus Maracanã dava a ideia dos efeitos da crise imposta pelo governo estadual à Universidade, enquanto os participantes do ato, vestidos com camisas brancas, simbolizavam a força da instituição e a luta por sua sobrevivência. Durante a mobilização também houve a leitura de poesias sobre a Universidade e apresentações musicais, como uma roda de samba com o compositor Zé Katimba, autor de inúmeros sambas famosos e parceiro de nomes como João Nogueira, Martinho da Vila e Alceu Maia, e também uma apresentação de um coral de vozes femininas formado por estudantes da Uerj, que cantaram sucessos da MPB.

O Sintuperj esteve presente no ato através de sua Diretoria Executiva, que assim como a Asduerj utilizou o momento de fala para ressaltar a importância da Universidade e da luta contra os ataques do Governo do Estado. O coordenador geral Antônio Virgínio Fernandes, que fez uso da palavra no ato, também aproveitou para convocar toda a comunidade uerjiana a participar do ato convocado pelas organizações sindicais e associações de trabalhadores ligados às instituições regidas pela Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), que será nesta quarta-feira, 25/01, com concentração às 16 horas no Largo do Machado e caminhada até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras. Além do Sintuperj e da Asduerj, o ato realizado nesta terça-feira na Uerj teve o apoio da Asfoc, Associação dos Servidores da Fundação Oswaldo Cruz, e do Muspe, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais.

Situação precária de Uerj, Uenf e Uezo é abordada pelo Jornal O Globo em matéria

Confira a matéria publicada pelo Jornal O Globo nesta terça-feira, 24/01, relatando a situação de calamidade que o Governo do Estado impões às Universidades Públicas Estaduais, Uerj, Uenf e Uezo, ao não realizar os repasses para custeio e manutenção e não integralizar os salários dos servidores nas datas previstas.

 

http://oglobo.globo.com/rio/estado-deve-mais-de-402-milhoes-tres-universidades-20816191?utm_source=WhatsApp&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

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O Sintuperj afixou na manhã desta quinta-feira (19/01) três faixas na entrada do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, no campus Maracanã da Uerj. Elas foram confeccionadas pelos técnico-administrativos na Oficina de cartazes do dia anterior, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, e denunciam a falta de custeio, os atrasos dos salários e a resultante greve.

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Sub-reitora de graduação fala sobre fechamento do Restaurante Universitário

Após o adiamento do início das aulas do dia 18/01 para 23/01, a comunidade do Instituto Politécnico do Rio de Janeiro, campus da Uerj em Nova Friburgo afixaram cartazes em manifestação em defesa da Uerj no dia em que começariam as aulas na instituição. Veja no link abaixo:

http://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/rjintertv-2edicao/videos/v/retorno-as-aulas-na-uerj-em-nova-friburgo-rj-e-substituido-por-atos-de-protesto/5584221/

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Foi noticiado no RJ TV na última terça-feira (17/01), o fechamento do Restaurante Universitário da Uerj. A sub-reitora de graduação, Tânia Carvalho, falou sobre as dívidas da universidade com a empresa responsável pelo RU, entre outros temas. Veja no vídeo abeixo:

https://globoplay.globo.com/v/5582771/

Uerj: Parlamentares discutem soluções com comunidade acadêmica

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Deputados federais e estaduais reuniram-se com Reitoria, diretores setoriais e entidades representativas de servidores e estudantes da Uerj na última segunda-feira (16/01). O encontro ocorreu na própria universidade e tinha como objetivo colocar em pauta saídas para a grave crise vivida pela instituição. O encontro foi proposto pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), e contou com as presenças dos deputados federais Wadih Damous (PT), Carlos Pansera (PMDB), e dos deputados estaduais Enfermeira Rejane (PCdoB) e Waldeck Carneiro (PT).

A reitora em exercício, Georgina Muniz, lembrou que em 2016 a empresa terceirizada responsável pela limpeza da universidade demitiu todos os funcionários com salários atrasados e sem pagar-lhes os direitos trabalhistas devido às dívidas do governo do estado com a prestadora de serviço. Uma nova licitação foi feita e outra empresa assumiu os serviços. Contudo, segundo Georgina, a nova empresa também não está recebendo. Ela teme que a situação caótica dos serviços de manutenção da Uerj se repitam em breve. Diante de um contexto que inclui ainda atrasos salariais de servidores e o não pagamento do 13º salário, que já tem contribuído para pedidos de exoneração, Georgina foi enfática em dizer que não há como a universidade funcionar.

A este cenário somou-se a notícia de que o restaurante universitário deixaria de funcionar. O motivo também está relacionado a dívidas do governo com a empresa responsável pela gestão do espaço. Uma situação que, segundo a sub-reitora de graduação Tânia Carvalho, impossibilita a permanência de cerca de 1/3 dos estudantes. Além do próprio atraso das bolsas estudantis, que teriam previsão de quitar o mês de novembro somente nesta terça-feira (17/01). “Vamos abrir só para alguns? Só para quem pode pagar pela sua permanência?”, questionou.

A sub-reitora afirmou que toda a comunidade universitária está fazendo tudo o que está ao alcance para reabrir a universidade, mas que a decisão de abrir a universidade não cabe mais a universidade. Nesse sentido, ela reforçou o apelo para que o Legislativo interceda pela Uerj.

A presidente da Asduerj, Lia Rocha, ressaltou que a Uerj não pede nada além do que ela tem direito criticando o calote que a universidade tem dado às empresas terceirizadas. “A universidade não recebeu ano passado o que já é o mínimo. Qual o objetivo do governo? Fechar a universidade?”, questionou. Ela recordou que o governo não cumpriu o que foi acordado ao final da greve dos três segmentos em 2016, ficando a universidade, inclusive, sem verbas de custeio para o seu funcionamento. Lia disse que sua preocupação, mais do que com relação ao pagamento dos salários, já chega ao ponto de ter um local para trabalhar.

Impotência é o sentimento sentido pelos servidores, segundo o coordenador geral do Sintuperj Jorge Luís Mattos (Gaúcho) diante das negociações entre os governos federal e estadual para solucionar a crise financeira do estado. De acordo com as notícias veiculadas, em troca de ajuda federal, o governo do Rio deve reduzir custos propondo à Alerj o aumento da contribuição previdenciária dos servidores além da redução de vencimentos.

Para a estudante a Uerj e membro do DCE Natália Trindade, a universidade tem que estar inserida num projeto estratégico de desenvolvimento econômico do estado para se manter ativa, viva. Para ela, não é admissível a afirmação do presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, de que a Uerj é cara. “O que devolvemos para a sociedade é imensurável”, contrapôs. Disse ainda que “se a Uerj não sobreviver, outras instituições não sobreviverão. A Educação não sobrevive”, afirmou. Para ela, a população ainda não está conseguindo ver isso devido à sua própria limitação. O caminho então seria mostrar à sociedade que a Uerj é fundamental.

Formada pela Uerj, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) ressaltou que degradação da Uerj está ligada à conjuntura de retorno da política do estado mínimo que ganhou força nos anos 90, que resulta no seu aniquilamento. Ela também reforçou a necessidade de a população abraçar a Uerj no sentido de defender sua existência. “As pessoas que não tem vínculo não conhecem bem a Uerj. Temos que fazer um movimento multicultural, multiétnico. Afirmar que a Uerj como essencial”, alegou. Jandira também defendeu a ampliação das frentes parlamentares em prol da universidade para derrotar o que para ela está em curso um movimento articulado para acabar com a Uerj.

Para a deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB) está cada vez mais claro a consolidação a política do estado mínimo, sobretudo na Saúde. A deputada reiterou que somente com o apoio da população é que a universidade sairá da atual crise. Afirmou ainda que é preciso barrar as contrapartidas prometidas pelo governo estadual ao governo federal. E que ninguém tem clareza de que essas medidas solucionarão a crise financeira. Ela alertou que houve uma troca de parlamentares na Alerj possivelmente com intuito de aprovar as medidas do pacote de maldades do governo que a ele foram devolvidas sem serem votadas, no final de 2016.

Também formado pela Uerj, o deputado federal Wadih Damous (PT) disse que a Uerj é a imagem do que acontece no Brasil, que foi tomado de assalto por uma quadrilha, classificando o atual momento como uma “luta da civilização contra a barbárie”. Ele classificou como “vergonhoso” um artigo assinado pelo ministro do STF Luis Roberto Barroso, veiculada no último sábado (14/01) pelo jornal “O Globo”, no qual é defendido um novo modelo de financiamento da universidade. “Ele tem praticado atos vergonhosos. Esse foi o pior. Ele desonra a universidade e a Faculdade de Direito. A mim não me espanta. Ele foi meu colega de turma. Economicamente ele nem precisava cursar uma universidade pública”. Se mostrando bastante indignado com a publicação, ele ainda cobrou uma resposta da universidade ao artigo e propôs a elaboração de uma moção de pessoa non grata ao ministro. Ele ressaltou a necessidade de se ter propostas para solucionar a crise da universidade, com uma política de repasses contínuos. Para ele, a federalização da Uerj não é a solução correta.

Em seu primeiro mandato como deputado estadual, Waldeck Carneiro (PT), que é professor da UFF, disse que o que mais o impressionou na Uerj é a sua capacidade de resistência. “A impressão que tenho é que o governo federal age com o governo estadual como as agências financeiras agem com as economias, com chantagens”, afirmou. Ele criticou o fato de o governo estadual não revisar a política de isenções fiscais que ao longo dos últimos 10 anos tem contribuído para acabar com a economia do estado. Apontou ainda a necessidade de incluir Uenf e Uezo na mobilização e questionou: “como fazer para se desprender do petróleo sem ciência, pesquisa e inovação?”.

O parlamentar prevê uma luta ainda maior contra propostas enviadas pelo governo estadual ao Legislativo e que suprimem direitos já no início de 2017, pois para ele a base do governo está se sentindo mais forte com a ingerência do governo federal.

O deputado federal do PMDB Carlos Pansera reafirmou a necessidade de um movimento que garanta o financiamento da Uerj, canalizando o sentimento de carinho que as pessoas têm pela universidade para a luta em sua defesa.

O encaminhamento da reunião foi a construção de uma agenda com o governo para discutir as universidades estaduais e a arregimentação do máximo de atores sociais de grande notoriedade além de ex-alunos e da própria população para um grande movimento em defesa da permanência da Uerj como instituição pública, gratuita e de qualidade. E o primeiro compromisso já será nesta quinta-feira (19/01), às 15h, com uma “abraço” à Uerj que reunirá servidores, parlamentares, estudantes e comunidade externa.

Sintuperj e reitoria debatem condições da Uerj

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Os coordenadores gerais do Sintuperj Jorge Luis Mattos de Lemos (Gaúcho) e Antonio Virgínio Fernandes participaram de uma reunião com a reitora da Uerj em exercício, Maria Georgina Muniz Washington, e com os diretores de Centros Setoriais na manhã desta segunda-feira, 16/01. Em pauta, questões relacionadas a Universidade e seu funcionamento, além de informes sobre as negociações travadas pela Administração Central da Uerj com o Governo do Estado para combater o momento de crise financeira da instituição.

Durante aproximadamente uma hora a reitora apresentou informes sobre a preparação da Universidade para o início do período letivo de 2016.2, que estava previsto para o dia 17/01 mas foi remarcado para 23/01 após reunião com diretores das unidades acadêmicas da Uerj ocorrida na última sexta-feira. Georgina informou que alguns serviços que estão funcionando de maneira reduzida, como por exemplo a operação dos elevadores, serão retomados gradualmente com a chegada da empresa prestadora de serviços que venceu a licitação correspondente. Em relação a limpeza, conservação e vigilância, a reitora ressaltou que as empresas estão mantendo os salários de seus empregados em dia mesmo sem receber os devidos repasses do Governo do Estado, mas existe a possibilidade destas empresas receberem alguns dos repasses atrasados. Na última semana, a reitoria realizou uma reunião com membros do corpo jurídico da Uerj para buscar soluções que possibilitem a chegada de recursos de custeio e manutenção para a Universidade, tomando o cuidado de não transformar possíveis repasses em precatórios por meio de uma contestação judicial, o que provocaria uma grande demora na vinda destes.

Outro ponto levantado durante a reunião foi relacionado ao pagamento das folhas de novembro, que deve ser finalizado até a próxima sexta-feira, dia 20. De acordo com Georgina, a liberação da Programação de Desembolso (PD) foi realizada e os pagamentos de bolsas e contratos da Universidade deve estar disponível nas contas até o final desta semana. De acordo com a reitora, o restante do pagamento de novembro dos servidores também deve ser integralizado pela Seplag, ficando pendentes os salários de dezembro e o 13º.

Após os informes da Administração Central da Uerj, os coordenadores gerais do Sintuperj também apresentaram pontos relativos aos servidores técnico-administrativos da Universidade. Em um breve relato, Jorge Gaúcho e Antônio Virgínio relataram a luta travada pelo Muspe contra os ataques promovidos pelo Estado contra o funcionalismo público estadual, ressaltando que a luta prioritária no momento é o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão e do vice Francisco Dornelles, além de impedir que o deputado estadual Jorge Picciani seja reeleito para a presidência da Assembleia Legislativa.

Os coordenadores do Sintuperj também apontaram a luta dos servidores técnico-administrativos da Uerj que iniciaram uma greve no dia de hoje, lembrando que é de extrema importância que todas as categorias da Universidade se unam para em defesa da instituição. Segundo fala de Jorge Gaúcho, "uma grande mobilização dos mais de 30 mil membros da comunidade uerjiana traria resultados imediatos e duradouros em defesa da Universidade".

Situação precária da Uezo é tema de reportagens no Bom Dia Rio e no RJ TV

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Nesta sexta-feira (13/01), a situação de precariedade vivida pela Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo), que sofre com uma situação de precarização aguda provocada pela falta de investimentos do Governo do Estado, foi amplamente veiculada. Confira as matérias que foram ao ar nas edições dos telejornais "Bom dia Rio" e "RJ TV 1ª edição", da Rede Globo:
Bom Dia Rio: https://globoplay.globo.com/v/5574534/?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar

RJ TV: https://globoplay.globo.com/v/5575232/

 

Defensoria Pública fala sobre custeio da Uenf no Bom Dia Rio

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Na última quinta-feira (12/01), a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro relatou as ações que o órgão está tomando para a normalização dos repasses da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Segundo a Defensoria, a Uenf passou o ano de 2016 inteiro sem receber nenhum repasse. Confira:
Bom Dia Rio: https://globoplay.globo.com/v/5571851/https://globoplay.globo.com/v/5571851/

 

Muspe elabora carta para ministros do STF, em Brasília

O Sintuperj vêm a público divulgar a carta que será enviada pelo Muspe, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, aos ministros do Supremo Tribunal Federal, solicitando a revogação da homologação do acordo entre os Poderes Executivo e Judiciário que propõe medidas que penalizarão os trabalhadores do funcionalismo público estadual do Rio de Janeiro.

Esta carta foi elaborada por Gustavo Miranda, do Sepe, e revisada pela coordenadora de Formação e Comunicação Sindical do Sintuperj, Loana Saldanha.

 

CARTA ABERTA DO MUSPE AOS MINISTROS DO STF

 

O MUSPE está, há mais de um ano, ininterruptamente, lutando pelos direitos dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, que vêm sendo sistematicamente ameaçados.

Reconhecemos que existe uma crise financeira, mas discordamos frontalmente das saídas propostas pelo governo do Estado e o governo federal; sobretudo porque tais medidas jogam a conta dessa crise para ser paga por uma parcela significativa dos servidores do Estado do Rio e pela população, que recebe serviços cada vez mais precarizados.

A iniciativa, por parte da Ministra Carmen Lúcia, atual Presidente do STF, de chancelar esse acordo entre as duas esferas governamentais para solucionar a crise (que é obrigação da União, pelo Pacto Federativo), mostra-se descompromissada com os interesses da população fluminense e seus servidores. Na verdade, ela está chancelando um ataque duríssimo e injusto ao servidor público.

A homologação do acordo, como se anuncia, não somente é uma medida inconstitucional, por ferir o princípio da imparcialidade do Judiciário, como também é uma medida alijada de respaldo democrático,  por vincular ao pacto de gestão das contas do estado do Rio um poder que não tem a legitimidade das urnas para assim proceder.

A ministra, que por hora fala em nome do todo STF, age como se fosse parte do governo federal, postura inapropriada para o cargo que ocupa, de guardiã da Carta Magna do país.

A ministra age de uma maneira que contradiz a conduta de abertura do STF, e se propõe a avalizar uma proposta monocrática, sem ouvir outras partes envolvidas. Em nenhum momento o MUSPE, ou qualquer outra entidade representativa dos servidores, foi chamado para apresentar seu ponto de vista, suas propostas para resolver a crise.

O descompromisso com a Constituição, no que diz respeito ao papel do STF, já seria suficiente para invalidar a atitude da ministra, mas ainda há o agravante da Presidente do Pretório Excelso assessorar juridicamente um governo comprovadamente corrupto (evidenciado pela Operação Calicute).

Luiz Fernando Pezão deveria estar preso, junto com Sérgio Cabral e todos os corruptos do PMDB. O MUSPE apresentou vários pedidos de impeachment do governador do Estado do Rio de Janeiro, pelos inúmeros ilícitos que esse governo tem cometido, mas o clamor dos servidores públicos por justiça não encontra eco nas instituições estaduais que deveriam fiscalizar e denunciar os malfeitos de Pezão, mas nada fazem. O STF deveria, na verdade, envidar esforços e recursos para cumprir seu papel institucional e adiantar o deferimento das delações premiadas que, de uma vez por todas, venham a esclarecer os fatos que levaram o Estado do Rio de Janeiro a essa condição de crise econômico-financeira; e não o contrário, constituir acordos com integrantes do poder executivo suspeitos de corrupção.

O MUSPE reivindica a suspensão imediata dessa homologação pela ministra presidente, bem como uma reunião urgente desta com representantes do Movimento Unificado.

De toda forma, estaremos nas ruas, no Parlamento, no Palácio Guanabara, e até em Brasília, determinados em defender o serviço público do Estado do Rio de Janeiro, e a dignidade de seus servidores.

 

MUSPE - Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais

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Trabalhadores do Hupe respiram após pagamento, mas oposição reclama

Em meio a uma crise de financiamento jamais vista no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), a sobrevida resultante do pagamento de salários de novembro certamente representou um alento aos servidores que lá estão lotados. Muitos, como outras categorias de todo o funcionalismo estadual que não receberam os salários de novembro, dezembro e o 13º, estão com despesas atrasadas e até mesmo sem condições de sobreviver. Mas para um grupo de servidores da Uerj, é preferível o barco afundar de vez a começar a salvar aos poucos seus passageiros.
Durante a assembleia dos técnico-administrativos da última terça-feira (10/01), um dos principais argumentos levantados por quem ficou contra o pagamento de parte dos servidores da Uerj era a criação de um divisionismo dentro da categoria, contradizendo até mesmo o discurso de unidade amplamente defendido nas assembleias.
Uma das falas contrárias ao pagamento de parte dos salários foi a da servidora do Hupe Cristina Callado que afirmou que “a maioria dos servidores do Hupe tem dois empregos”, e que de alguma forma estariam “se virando” com o outro emprego. Além dela, a também servidora do Hupe Perciliana Rodrigues afirmou que a direção do Sintuperj, a mesma que esteve presente na elaboração do primeiro plano de carreira da Uerj (2006) e que muito lutou pela sua reformulação em 2014, estava de “conluio” com uma prática divisionista adotada pelo Governo. Palavras repetidas pelas servidoras Débora Lopes e Mônica Lima, que também encararam a luta pela garantia dos referidos salários como uma defesa da direção do sindicato a uma política de divisão da categoria.
Será que os servidores do Hupe que receberam os salários de novembro são ingênuos a ponto de pensarem que a situação deles está resolvida e que não é mais necessário manter-se na luta? A própria história recente demonstra que não, pois servidores que receberam em dia - Segurança, Educação básica e Justiça – permanecem na luta com as demais categorias do funcionalismo.
Além disso, o pagamento dos salários propicia aos trabalhadores do hospital, inclusive, maior possibilidade de participarem ativamente das mobilizações, já que a falta de recursos financeiros tem sido apontada como um dos principais empecilhos ao seu deslocamento.
A direção do Sintuperj tem plena consciência de que nada nem ninguém está a salvo na Uerj. Ainda há muito trabalho e muitas lutas a serem travadas com o Governo do Estado para garantir não somente o pagamento dos salários, como também a normalização do custeio da universidade. Mas não será com intransigências e ataques internos que conseguiremos. Nesse sentido, a coordenadora de Formação e Comunicação Sindical, Loana Saldanha, lembrou que os trabalhadores devem ficar atentos ao novo pacote de maldades a ser anunciado pelo governo. Notícias divulgadas após a assembleia já dão conta de um acordo entre União e Estado com a possibilidade de redução de vencimentos dos servidores estaduais. Para Loana, a categoria precisa pensar estratégias para reagir aos novos ataques, e não se destruir internamente.
O coordenador geral do Sintuperj Jorge Luís Mattos (Gaúcho), cuja fala foi diversas vezes interrompida por aqueles que falaram sem ser interrompidos, ressaltou que na sessão do Consun da última sexta-feira (06/01) votou pelo pagamento integral de todos os servidores da Uerj. Também afirmou que os servidores que questionaram o pagamento de funcionários do Hupe não o fizeram junto ao Sindjustiça quando os servidores da Justiça receberam antes das demais categorias, fato esse que abriu precedente. No entanto, ele reforçou que o referido sindicato permanece na luta ao lado das demais entidades, caindo por terra o argumento de divisão dos trabalhadores. Gaúcho concluiu dizendo que os funcionários do Hupe receberam um mês para não parar o hospital, mas que não eles não sairão da luta. E que todos os servidores tem que estar presentes nas mobilizações de rua.

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Técnico-administrativos da Uerj aprovam greve a partir do dia 16

Diante do cenário insustentável de falta de atrasos salariais de novembro, dezembro e do 13º salário e de falta de financiamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os técnico-administrativos da Uerj aprovaram em assembleia realizada na última terça-feira (10/01) o início da greve da categoria a partir da próxima segunda-feira (16/01).
É chegada a hora de os trabalhadores reagirem à política de destruição do serviço público e lutarem para trazer de volta a dignidade e o seu direito à vida. Transportarem para as ruas a unidade defendida dentro dos muros da universidade e, sobretudo, participarem ativamente das mobilizações de rua em defesa do serviço público, gratuito e de qualidade.
Cada servidor presente às assembleias, cada um que dedica sua vida à Uerj e a população que dela depende deve estar mobilizado e presente nas manifestações.
Somos mais de 5.000 trabalhadores em uma instituição que é referência de ensino, de pesquisa, de extensão e de luta. Vamos ocupar as ruas até a vitória!

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A escalada dos governos federal e estadual contra os servidores públicos começa a todo vapor em 2017. Após reunião nesta segunda-feira (09/01) com a presença do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que apresentará até a próxima quarta-feira um plano de recuperação fiscal do estado fluminense. Segundo ele, o plano terá como base o plano de austeridade (OU SEJA, O PACOTE DE MALDADES CONTRA OS SERVIDORES PÚBLICOS E A POPULAÇÃO) enviado pelo governador à Alerj e as contrapartidas previstas no projeto de recuperação fiscal dos estados que tramita no Congresso Nacional. Além disso, disse ainda que o plano de recuperação poderá servir de base para a negociação com outros estados. Ou seja, o Rio de Janeiro é um balão de ensaio para os ataques que querem fazer contra a classe trabalhadora no Brasil inteiro.

Os trabalhadores devem ficar atentos à movimentação às diferentes esferas de governo, que tentarão de todas as formas transferir a conta dá crise financeira para o bolso do trabalhador. Lembrando que, apesar de não ter sido votado, ainda existe a possibilidade real de tramitação do projeto de lei do governador Pezão que amplia a contribuição previdenciária dos servidores públicos estaduais de 11% para 14%, entre outras medidas. Veja no link abaixo:

http://g1.globo.com/economia/noticia/plano-de-recuperacao-fiscal-do-rj-deve-ser-apresentado-ate-quarta-diz-meirelles.ghtml

Fórum Permanente dos Servidores da SeCT e secretário da Pasta têm primeira reunião

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A primeira reunião do Fórum Permanente dos Servidores da SeCT (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação) e a respectiva Secretaria foi realizada na última sexta-feira (06/01). Representantes sindicais dialogaram com o interino da Pasta, Gabriell Neves, na presença dos gestores das universidades estaduais, além de Proderj, Faetec e Cecierj). No encontro, o Fórum entregou um documento no qual é formalizada a criação do espaço. Veja o documento: http://bit.ly/2i4G4MF

O tema da reunião foi a regularização dos vencimentos de ativos e aposentados. Os sindicalistas cobraram empenho do atual e do antigo secretário, Gustavo Tutuca, que retomou seu mandato na Alerj, para resolverem a situação insustentável dos trabalhadores ligados à pasta.

Segundo Gabriell, está mantido o compromisso de integralização dos salários de novembro até o dia 17, mas não há previsão para os demais pagamentos. Disse ainda que estão sendo buscada formas de pagamento dos servidores.

Os membros do Fórum reclamaram também dos prejuízos sofridos pelos servidores com a cobrança de juros por empréstimos consignados em bancos e sugeriram que o governo negociasse uma moratória para esses casos. O secretário se comprometeu a procurar uma resolução junto ao governo.

Ficou acordado um calendário semanal de reuniões que devem colocar em pauta o custeio e a realização de concursos das instituições vinculadas à SeCT, entre outras questões específicas. Participaram do encontro a Aduenf, a Acecierj, a Ascpderj, a Associação dos Técnicos do Proderj, o Sindpefaetec e o Sintuperj.

 

Servidores criam Fórum de entidades vinculadas à Sect

A primeira reunião do Fórum Permanente dos Servidores da SeCT e a preparação para o primeiro encontro do Fórum com a Secretaria de Ciência e Tecnologia foi definida em reunião realizada três dias antes (03/01), no Sindjustiça.

O grupo foi formado a partir da percepção desses servidores, em reuniões do Muspe, de que a Secti é um dos poucos órgãos do governo a não se mobilizar em defesa dos trabalhadores de sua órbita de atuação. Outras secretarias, como a de Segurança, de Educação, de Fazenda e a de Saúde, têm mostrado maior empenho em negociações com o governo. Na Secti, ao contrário, o antigo titular da pasta, Gustavo Tutuca, pediu exoneração do cargo para retornar à Alerj e votar a favor do pacote de maldades.

Nesta primeira reunião, o Fórum definiu uma pauta única desses servidores, cujo ponto principal de reivindicação é a regularização do pagamento dos ativos e aposentados. O grupo se reúne na sexta-feira, 6/1, às 11h, com o atual titular da pasta, Gabriell dos Santos, na sede da Secti. Ao secretário, eles comunicarão a criação do Fórum, que deve se tornar permanente, e cobrarão empenho para resolver as questões dos servidores vinculados à Secretaria.

A criação do Fórum não representa, contudo, a saída desses servidores da militância no Muspe, que continua a ser polo fundamental de agregação da luta dos servidores estaduais nesse momento. Além da Asduerj, participaram da reunião a Aduezo, a Aduenf, o Sintuperj, a Associação dos Funcionários do Cecierj, a Associação dos funcionários do Proderj e o Sindpefaetec.

 

Fonte: Asduerj

Ata da reunião do Pleno do Muspe de 06 de Janeiro de 2017

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Confira as deliberações aprovadas na reunião do pleno do Muspe, Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, realizada no último dia 06/01. Estiveram presentes os representantes das seguintes associações e sindicatos: ABMERJ, ADUENF, AFIASERJ, ASCPDERJ, ASDUERJ, Sind-Justiça, SindDEGASE, SINDER,  SINDSPREV, SinMed, SINDPEFAETEC, SINTSAMA, SINTUPERJ, S.O.S. Polícia e STIPDAENIT.

 

Deliberações:

 

1 - o próximo Ato no Palácio Guanabara terá o apoio de som de aparelho com alto falantes adaptado em um carrinho da Comlurb, sob responsabilidade de Mariá Casanova  (transporte  ficará a cargo da organização do Ato);

2 - Próximo Ato do MUSPE: dia 12 de janeiro (quinta-feira), às 11h00 na porta do Ministério Público Estadual; às 14h00, o Ato se deslocará até o prédio do Tribunal de Justiça, onde será feita distribuição de cestas básicas a servidores sem salários;

3 - Sugestões de títulos para o próximo Ato: "Sem Salários e Sem Justiça" (ABMERJ), "TJ e MP: Cúmplices da Crise" (João Luiz) - aberto a outras sugestões;

4 - Será realizado um Grande Ato da Segurança Pública com o MUSPE, no dia 15 de janeiro (domingo), às 09h00, em frente ao Copacabana Palace, em protesto contra os assassinatos de policiais  e a crise do estado - serão espalhadas cruzes na areia, com balões pretos, dramatização de um grupo de mães/pensionistas de policiais, uso de bonecos com fardas de policiais sujas de tinta vermelha, e com a sugestão de todos os manifestantes  usarem camisetas pretas;

5 - Será discutida, em próxima reunião do pleno, a proposta de Mesac sobre um grande Ato de protesto contra a reeleição de Picciani para a  presidência da Casa Legislativa, em frente à  ALERJ, no dia 02 de fevereiro.

Consun reafirma importância da unidade e refuta separação de folha salarial do Hupe

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Em sessão realizada na manhã e inicio da tarde desta sexta-feira, 06/01, o Conselho Universitário da Uerj (Consun) debateu a proposta de separação da folha de pagamento dos servidores do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) da folha geral da Universidade, proposta encaminhada pelo diretor do Hospital, Dr. Edmar Santos, para a reitoria da Uerj após negociações com o Governo do Estado. Por mais de quatro horas os conselheiros se debruçaram sobre o tema, e no final foi ratificada a posição da Universidade em defesa do pagamento integral e unitário da folha salarial de todos os trabalhadores, sem que haja diferenciação por categoria ou unidade.

Ao iniciar a sessão do Consun, a reitora em exercício Maria Georgina Muniz Washington passou a palavra ao diretor do Hupe, que fez um apanhado das condições do hospital frente ao caos do sistema de saúde do Estado, ressaltando todo o enfrentamento de todos os setores da unidade para que o mesmo não fosse fechado. Em seguida, Dr. Edmar esclareceu a proposta encaminhada em negociações junto ao Governo, que é a de retomar os pagamentos de servidores lotados no Hupe e ligados a área da saúde utilizando os recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES), usando como argumento a necessidade de garantir a presença desses profissionais no Hospital neste momento de crise e evitando a asfixia da unidade, já que muitos não estão conseguindo comparecer aos seus postos de trabalho por não ter condições financeiras de arcar com custos básicos, como alimentação e transporte. Finalizando, o gestor do Hupe apontou que essa proposta já foi discutida amplamente dentro do Hospital e no Conselho de Saúde, recebendo apoio em ambos, e refutou que a mesma abriria o caminho para uma possível privatização ou terceirização da unidade.

Após a fala do diretor do Hospital, a reitora em exercício da Uerj retomou a palavra e classificou a discussão como uma questão complicada. De acordo com a profª Georgina, a reitoria só foi comunicada sobre as negociações mantidas entre a direção do Hupe e o Governo na última quarta-feira, dia 04/01, data em que a Uerj deveria encaminhar a folha de pagamento dos servidores para a Seplag, Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão, ao mesmo tempo em que também recebia a informação de que o diretor da Policlínica Piquet Carneiro (PPC), Luís Cristóvão Pôrto, também seguia o mesmo caminho para garantir repasses para a Unidade, . A reitora em exercício ressaltou que convocou a sessão extraordinária do Conselho para ampliar e democratizar as discussões, pois ter que tomar esta decisão sozinha seria como "ter uma faca apontada para a própria cabeça". Finalizando, Georgina reafirmou a soberania do Consun, afirmando que o pleno do Conselho tem todas as condições de tomar essa decisão.

Também houve um esclarecimento da reitora em exercício sobre a necessidade de separação das folhas de pagamento, pois a Uerj realizou uma consulta à Seplag sobre o tema e a secretaria afirmou que não há a necessidade de separar a folha do Hupe do restante da Universidade, pois a mesma tem um código próprio. Já em relação à PPC, seria preciso um trabalho da Superintendência de Recursos Humanos (SRH) de "pinçar" os servidores lotados na unidade, já que estes estão registrados de outra maneira. Outro esclarecimento da Administração Central é que o debate que estava sendo levado ao Consun não partiu do Governo do Estado, já que o mesmo não encaminhou nenhum documento oficial solicitando a separação das folhas, mas era uma pedido da direção do Hupe para que se chegasse a uma solução que resolvesse o problema dos trabalhadores da Unidade.

Durante o amplo debate dos conselheiros na sessão, dois campos de defesa acabaram se abrindo. O primeiro, que seguia a possibilidade de desmembramento da folha, defendia que a decisão não feriria a isonomia da Universidade e garantiria o funcionamento do Hospital com o retorno dos trabalhadores aos seus postos, posição defendida em primeiro momento pelo diretor do Hupe e pelos conselheiros Rejane Araújo de Souza, Jorge Luis Mattos de Lemos (Gaúcho) e Cássia Gonçalves; e o segundo defendia a não separação das folhas por identificar que essa seria uma possível estratégia do Governo do Estado para segmentar os trabalhadores e enfraquecer a Universidade, posição defendida pelos conselheiros Marco Gayoso, César Lima de Castro Lopes e Alberto Dias Mendes. Durante o Consun surgiram vários questionamentos sobre as duas posições, muitos deles em tom inflamado, refletindo o momento de ânimos acirrados pelo qual vive a comunidade uerjiana.

Ao final das inscrições, já como uma das últimas falas, o conselheiro Lincoln Tavares encaminhou uma proposta de documento a ser anexado junto à folha de pagamento na qual a comunidade da Uerj incluindo campus Maracanã, Hupe e Policlínica refirmam a unidade universitária e defendem o pagamento imediato e integral das folhas de pagamento de Novembro, Dezembro e 13º Salário dos servidores da Universidade, proposta que foi aprovada por quase unanimidade do pleno, contando apenas com três abstenções. Outra proposta aprovada, encaminhada pelo conselheiro Alberto Dias Mendes, foi a criação de uma comissão especial do Consun para que sejam esclarecidas as questões referentes ao Hupe e na PPC neste momento de crise, propondo outras soluções para que a mesma seja superada.

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                                                               A crise que discrimina

 

Justo seria pagar progressivamente a todos os servidores, por exemplo, em parcelas de mesmo valor, integralizando primeiro os menores salários

 

Lisandro Lovisolo, O Globo

 

O tratamento diferenciado de setores do funcionalismo público estadual pelo governo do estado é absurdo e requer uma resposta. Enquanto alguns servidores ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro não haviam recebido os salários de novembro, outros receberam integralmente seus vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro.


Salário tem natureza alimentar, de subsistência. Surpreende que não haja decisão e posicionamento generalizado contrário a não pagar o que é necessário para a sobrevivência: os alimentos de muitos servidores ativos e inativos. Os primeiros trabalham, os segundos contribuíram ao longo de suas vidas para recebê-los.


Somente um motivo de força maior amenizaria a situação. As contas do Estado do Rio de Janeiro estão em ruínas? Como não há suficiente transparência, é difícil crer inquestionavelmente nas ruínas. Supondo-as, justo seria pagar progressivamente a todos os servidores, por exemplo, em parcelas de mesmo valor, integralizando primeiro os menores salários, em vez do que encaramos: três folhas pagas para alguns e nenhuma para outros.


Não se chega ao estado falimentar que se propagandeia de repente, como que encontrando bruscamente um precipício. A situação de hoje é reflexo da administração do próprio governo. Dessa forma, é de espantar que não haja também investigação ou processo suficientemente publicizado sobre a responsabilidade do senhor governador nesta crise financeira.


O travesso governo não paga os salários de um grande contingente enquanto paga integralmente os de outros. Alguns dirão que não é uma escolha, mas uma imposição externamente motivada. Mesmo que assim se interprete, o pagamento de alguns integralmente sem nada para outros deveria ser questionado ou negociado pelo Executivo, visando à isonomia. Se ele é “obrigado” a pagar para alguns, é claro que outros têm o mesmo direito e devem tê-lo respeitado. Se outros poderes e esferas concorrem para apoiar e impor tal tratamento desigual, há algo de errado.


O que está em curso no Estado do Rio afronta o princípio da isonomia. Os diferentes poderes deveriam promovê-la, em vez de destruí-la. O governador não tem o direito de escolher nem decidir pagar a alguns e não pagar a outros; o Judiciário tampouco. O que ocorre não é aceitável! Concordar ou defender o contrário é um casuísmo grosseiro e despropositado.


Pelo futuro do Estado do Rio de Janeiro, solicita-se alguma ação efetiva pelo restabelecimento de princípios liberais, humanistas e democráticos. É necessário defender e garantir a igualdade de direitos e o tratamento isonômico.


Surpreende que não haja processo nem decisão contrária ao governo pelo não pagamento dos salários, pela quebra de isonomia e pela discriminação. Surpreende que não haja uma decisão ou acordo em prol de tratamento igual para todos os servidores ativos e inativos, conforme a Constituição estadual preconiza. Passou da hora de os diferentes poderes e todo o aparato jurídico agirem convergente e corretamente pelo presente e o futuro do estado.

 

Lisandro Lovisolo é professor da Uerj

 

Fonte: O Globo

                     Trabalhadores realizam primeiro grande ato de 2017 no Palácio Guanabara

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Pela garantia de direitos, nenhum passo será dado atrás. Esse foi o recado dado pelos trabalhadores no primeiro grande ato convocado pelo Muspe neste ano de 2017, realizado na manhã e início da tarde de 05/01 no Palácio Guanabara, sede oficial do Governo do Estado. Dentre os participantes estavam servidores públicos estaduais de diversas áreas, como Educação, Saúde, Segurança Pública e Justiça. O Sintuperj também esteve presente neste primeiro grande ato do ano, que abre o calendário de lutas dos trabalhadores do funcionalismo público estadual, através de sua Diretoria Executiva e membros da base dos servidores técnico-administrativos da Uerj, reivindicando o pagamento integral e imediato dos salários de Novembro, Dezembro e do 13º Salário.


O ato teve início às 10 horas da manhã, com concentração no Largo do Machado, onde os servidores públicos estaduais se aglutinaram e organizaram a marcha em direção ao Palácio Guanabara, passando pela Rua das Laranjeiras e pela Rua Pinheiro Machado. Com faixas, cartazes e carro de som, os trabalhadores chamaram a atenção dos moradores, pedestres e demais pessoas no trânsito, que observavam atentamente e demonstravam apoio às reivindicações dos servidores, que sofrem com os constantes atrasos e pagamento parcelado de seus salários, além de ameaças constantes de retirada dos direitos já conquistados com a aprovação de um novo Pacote de Maldades do Governo. Durante a marcha, os servidores buscaram deixar seu recado em alto e bom som e reivindicaram o impeachment de todos os representantes do PMDB e seus aliados, incluindo o governador Luiz Fernando Pezão, o vice-governador Francisco Dornelles e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Jorge Picciani, que malcomunados ao ex-governador e hoje presidiário Sérgio Cabral afundaram o Estado numa crise provocada por corrupção, má-gestão e incompetência.


Na chegada ao Palácio Guanabara, foi tentada pelos membros do Muspe uma reunião com Pezão, que se recusou a receber os servidores mesmo após duas propostas, uma que reivindicava a presença de 20 membros de diversas categorias para uma reunião com o governador, e a segunda que apontava a presença de oito representantes de categorias, sendo quatro de entidades que compõem o Movimento e outras quatro de categorias que estão com os salários atrasados desde Novembro. A recusa do governador aponta o medo do diálogo com os servidores públicos, que não aceitam sua política que privilegia seus financiadores de campanha e asseclas próximos e faz com que os trabalhadores e cidadãos do Estado do Rio de Janeiro paguem por uma crise que não foi gerada pelos mesmos.


Ao final do ato, os membros de entidades que compõem o Muspe apontaram que será realizada no dia 06/01, sexta-feira, uma reunião do Pleno do Movimento para que seja planejado o calendário de lutas dos servidores públicos estaduais. Duas bandeiras serão levantadas pelo Muspe neste ano de 2017: o impeachment do governador Pezão e a saída do deputado estadual Jorge Picciani da Alerj, começando com a retirada do mesmo da Presidência da casa, que terá eleições no próximo dia 02/02, data em que está marcada o retorno das atividades legislativas na casa.
 

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Técnicos da Uerj cobram ações das direções e conclamam trabalhadores às ruas

 

A primeira plenária do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e da Policlínica Piquet Carneiro (PPC) de 2017 foi marcada pela cobrança dos trabalhadores de um posicionamento público da Reitoria e das direções do Hupe e da PPC sobre a situação vivida pela Uerj. Houve um consenso de que a população não está devidamente informada sobre os graves problemas de financiamento enfrentados pela universidade, e tão pouco dos seus efeitos sociais. Os trabalhadores revelaram, por exemplo, que 11 enfermarias já foram fechadas, causando preocupação aos servidores mais antigos que alegam que após fechadas tornam-se mais difícil reabri-las.

 

Outra visão unânime foi a de que o conjunto dos servidores da Uerj precisam ter uma postura mais mobilizadora e participativa das manifestações de rua. Apesar da participação proporcionalmente expressiva de servidores da universidade no ato do Muspe “Ceia da Miséria” (23/12), a participação da comunidade uerjiana ainda está aquém dos cerca de 8.000 servidores e mais 30.000 estudantes que a compõem. Nesse sentido, o coordenador geral do Sintuperj Jorge Luís Mattos (Gaúcho) ressaltou que 2017 tende a ser um ano ainda pior do que o anterior. E que se os trabalhadores não se mobilizarem de forma expressiva, todos os serviços que ainda são públicos serão privatizados. “Somente na rua podemos conscientizar a população”, afirmou.

 

A coordenadora geral do Sintuperj Regina de Souza lembrou a manifestação realizada pelas entidades representativas dos trabalhadores de Uerj, Uenf e Uezo no último dia do ano de 2016. O foco da manifestação era justamente denunciar e conscientizar a população sobre o processo de destruição do serviço público, em especial a Educação e a Saúde. No ato, foram feitas panfletagens na saída da estação de metrô Cardeal Arcoverde. Regina também parabenizou a iniciativa da equipe de Enfermagem da PPC, que organizou uma escala de funcionários para garantir o atendimento prestado pela instituição mesmo diante das dificuldades provocadas pelos atrasos salariais e do 13º salário.

 

A categoria técnico-administrativa saiu da plenária com a certeza de que a luta dos servidores não é apenas em causa própria, mas também em defesa do direito à vida, à cidadania, já que o Governo tenta, ao atrasar os salários do funcionalismo, quebrar a espinha dorsal da resistência ao processo de sucateamento e entrega dos serviços públicos à iniciativa privada. Dessa forma, os únicos que teriam acessos aos serviços básicos seriam os que por eles pudessem pagar.

 

E a primeira grande prova de mobilização deste ano será nesta quinta-feira (05/01), na “Passeata do Calendário da Fome”, organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe). A concentração será às 10h, no Largo do Machado.

Ao final da plenária organizativa, foram apresentadas as propostas que serão encaminhadas para votação na próxima assembleia, dia 10 de dezembro.

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        MASSACRE EM MANAUS: CRÔNICA DA TRAGÉDIA SOCIAL BRASILEIRA - LOGO MAIS TEM OUTRA​?​

 

 

Cinquenta e seis mortos. Todos pretos, ou quase pretos. Todos pobres. Todos pobres pretos, ou pobres quase pretos. Resultado da cultura punitiva, que cresce a cada dia, onde primeiro se prende, depois se julga. E depois de preso vira resto humano., principalmente se for preto e pobre.

 

Agora o conservadorismo punitivo e fascista vai querer responsabilizar...os próprios mortos por suas mortes. Vão culpar a guerra entre facções organizadas que dominam os presídios.E o Estado, tanto o do Amazonas quanto o Governo Federal, vão se declarar vítimas de grupos criminosos organizados.

 

Ninguém assumirá a responsabilidade pela bestialidade que impera no sistema prisional. O judiciário estadual lava as mãos, e o STF já afastou a presunção de inocência e determina a prisão antes do trânsito em julgado. Que se danem os pretos, pobres, restos humanos, que se amontoam nas prisões brasileiras. Quantos presos provisórios estão dentre estes mortos?

 

Alguém acha que algum desses presos sairá dali ressocializado? humanizado? Esse sistema punitivo, encarcerador, exterminador, de varrer o "lixo humano" (como li hoje num comentário no portal da Folha) vai resolver a criminalidade?

 

Continuam atacando o fenômeno, e não a causa, que é a brutal desigualdade sócio econômica e o paradoxo da crescente concentração da riqueza x aumento da pobreza e exclusão social, que permanecem inalteradas no Brasil. O que o golpe está contribuindo para aprofundar, e permanecer. 

 

​Helder Molina

Historiador, mestre em Educação, doutor em Políticas Públicas e Formação Humana, professor da Faculdade de Educação da UERJ.

Servidores de universidades estaduais promovem panfletagem em Copacabana

 

No último dia de 2016, técnico-administrativos e docentes de Uerj, Uenf e Uezo promoveram a "Panfletagem da virada contra o calote", em frente à saída da estação de metrô Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Os trabalhadores denunciaram os atrasos salariais e do 13º salário e a política de destruição das universidades e do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

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Sintuperj e trabalhadores da Enfermagem da PPC

realizam primeira reunião do ano

 

A Diretoria Executiva do Sintuperj, em conjunto com os trabalhadores da categoria de Enfermagem da Policlínica Piquet Carneiro (PPC), iniciaram o ano de 2017 lutando fortemente por seus direitos, da mesma forma que terminaram o ano passado. Na manhã desta segunda-feira, dia 02/01, representantes do Sindicato e da base dos trabalhadores da Enfermagem realizaram uma reunião para debater as questões referentes a categoria.

Sofrendo com o não pagamento dos salários dos meses de novembro, dezembro e do 13º, o que acarreta dificuldades para o custeio de atividades básicas cotidianas como alimentação e transporte, os trabalhadores elaboraram propostas tendo como base as deliberações aprovadas em Assembleia, com o objetivo de reduzir a carga horária da unidade em 50% das atividades sem que sejam prejudicados os serviços oferecidos. Os trabalhadores ressaltam ainda que também foi aprovada em Assembleia a paralisação das atividades até que seja regularizado o pagamento dos salários de todos os servidores da Policlínica.

 

Confira as deliberações apresentadas:

 

1. A equipe de enfermagem da PPC irá aderir ao recesso administrativo da UERJ a partir do dia 03 até 08/01/2017, conforme comunicado pela Reitoria em 28/12/2016;

2. As escalas de atendimento da equipe de enfermagem foram redefinidas para:

• Departamento de Enfermagem (NEPE e NCQE): de 2ª a 6ª, com um enfermeiro por dia.

• UCAMB: 3ª e 5ª feiras;

• CME: 3ª e 5ª feiras, com recebimento de material até 11h e assegurando um profissional disponível para acompanhar a manutenção da autoclave em uma 2ª feira de cada mês;

• Gastroenterologia: 2ª, 5ª e 6ª feiras;

• Cirurgia Vascular: 3ª feiras;

• Pneumologia: 2ª, 3ª e 5ª feiras;

• Polissonografia: 3ª e 5ª feiras;

• Espirometria: 2ª, 3ª e 5ª feiras;

• Cardiologia: 3ª e 4ª feiras;

• Diabetes: 4ª e 5ª feiras;

• Repouso: 2ª, 3ª e 4ª feiras, somente para infusão de imunobiológicos (exceto dia 10/01);

• CTAC: 2ª, 3ª, 4ª e 5ª feiras;

• Reumatologia: 3ª, 4ª e 5ª feiras;

• CAPS: 50% da carga horária, distribuído em todos os dias da semana;

• Setores a definir: Cirurgia Geral, Clínica da Mulher, Alergia, Saúde do Homem e Estomaterapia.

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Nota de esclarecimento acerca das medidas jurídicas tomadas pelo Sintuperj para garantia dos salários e 13º dos técnicos da Uerj, Uenf e Uezo

 

Ao longo de 2016, o Sintuperj trabalhou para garantir o pagamento dos salários dos técnico-administrativos de Uerj, Uenf e Uezo de diversas formas, apesar do caos que se tornou o (des)governo do Estado do Rio.

 

No início de 2016

Ingressamos na Ação da Fasp como amicus curiae (que é parte do processo também e serve para ajudar no andamento) da Ação Civil Pública nº 0018555-04.2016.8.19.0001:

[a] FASP ajuizou a Ação Civil Pública nº 0018555-04.2016.8.19.0001, onde, em 28/01/2016, foi deferida liminar para ordenar ao Estado do Rio de Janeiro que cumprisse o calendário de pagamento regular e quitasse com seus servidores, de uma única vez, as parcelas faltantes do Décimo Terceiro Salário. Isto, sob pena de multa pessoal a incidir na pessoa do Exmo. Sr. Governador do Estado

 

Esclarecemos que não podíamos entrar com nova ação porque a lei não permite, quando uma Federação (como no caso a Fasp) entra com a ação, os demais sindicatos não podem pedir a mesma coisa, no caso o nosso pagamento, por causa do chamado  “juízo prevento”, que é para evitar decisões diferentes para um mesmo caso.

A Ação, que solicitava o retorno do pagamento dos salários ao 1º dia útil para os aposentados e 2° dia útil para os ativos, recebeu liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski no dia 15 de julho, determinando que fossem todos pagos até o 3º dia útil de cada mês.

 

Durante 2016 sobrevivemos por arrestos e agora nem isso!

 

Desde então, com o descumprimento da ordem judicial, diversos arrestos (ou seja, saques da conta, por meio de ordem judicial, independente da vontade do governo) às contas do Governo estadual foram realizados com o intuito de garantir o pagamento dos servidores. Até que no final de outubro, a ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, suspendeu o andamento da reclamação da Fasp. Essa decisão do STF permitiu que o Governo estadual voltasse a ter o 10° dia útil como data prevista ao pagamento dos salários. Dessa forma, os arrestos só poderiam ser realizados caso a referida data não fosse cumprida. E assim foi feito no dia 18 de novembro de 2016, quando a Justiça determinou o arresto de R$ 486 milhões das contas do Governo para o pagamento dos salários de ativos, aposentados e pensionistas.

Contudo, em dezembro a conjuntura política agravou-se e mudou radicalmente. Com os seguidos bloqueios nas contas do Governo estadual para pagamento de dívidas com a União, as duas primeiras parcelas (total de nove) do já atrasado salário de novembro não foram pagas (lembramos que no calendário de esmolas que o governo nos deu, receberíamos parcelas nos dias 23 e 29 de dezembro e demais só em 2017), e o (des)governo nos deu um novo calendário, onde absurdamente nos pagará, em tese, o salário de novembro de 2016 a partir de 5 de janeiro de 2017, veja as parcelas previstas:

  • 1ª Esmola: 05/01/2017 - R$ 264
  • 2ª Esmola: 09/01/2017 - R$ 342
  • 3ª Esmola: 11/01/2017 - R$ 221
  • 4ª Esmola: 13/01/2017 - R$ 1.375
  • 5ª Esmola: 17/01/2017 - Restante

Ressaltamos que não confiamos nesse governo, portanto esse calendário lançado não necessariamente será cumprido!

 

Mandado de Segurança do Sintuperj para obrigar o Estado a pagar nosso 13º

 

Mesmo impedidos de entrar com mais ações para pagamento do salário, como explicado acima, conseguimos uma saída jurídica para exigir o pagamento do 13º, Mandado de Segurança nº 0061429-07.2016.8.19.0000, em novembro de 2016, porque era claro que o governo não pretendia nos pagar. Mas o judiciário não nos deu liminar até o momento e abriu para o governo manifestar-se sobre esse não pagamento, ou seja, ficamos “a ver navios” até agora e na mão do juiz que recebeu o nosso processo.

A Defensoria Pública do Rio, segundo o jornal O Globo, entrou no plantão da Justiça Federal com pedido de devolução dos valores (R$ 675,5 milhões) retidos pelo Governo Federal que eram para pagar os servidores estaduais do Rio. Aguardamos novos desdobramentos. Fique atento!

Diante da nova conjuntura, o Sintuperj, juntamente com outras entidades representativas do funcionalismo estadual, o Muspe, se mantém vigilante e estuda novas medidas judiciais a serem tomadas com o intuito de garantir o pagamento de salários e do 13° salário.

 

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SEM SALÁRIO, SEM NATAL, SERVIDORES NA MISÉRIA, CONTAS DO GOVERNO DO ESTADO BLOQUEADAS PELO GOVERNO FEDERAL, segundo matéria do Extra. Confira abaixo:

"Em nota oficial, o governo do Rio informou que não conseguirá pagar nenhuma parcela dos salários de novembro dos mais de 250 mil servidores que ainda aguardam o pagamento do mês. As parcelas que seriam depositadas nos dias 23 e 29 de novembro, de R$ 370 e R$ 270, respectivamente, não serão pagas. O motivo, segundo o governo, é o bloqueio das contas públicas, feito pelo governo federal.

Segundo o Estado, a União cobra R$ 128 milhões do Rio de Janeiro. O valor diz respeito a parcelas de empréstimos não pagas pelo governo do Rio, e que foram quitadas pelo governo federal, por ser avalista dos empréstimos.

O Palácio Guanabara informa, ainda, que no período entre o último dia 5 e esta quinta-feira, dia 22 de dezembro, o total de valores bloqueados já soma R$ 525 milhões nas contas do Tesouro estadual. O valor seria suficiente para quitar pelo menos um quarto da folha líquida de novembro, que é de R$ 2 bilhões.

O governo promete anunciar o novo calendário de pagamento até a próxima segunda-feira, dia 26 de dezembro."



Leia mais: http://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/com-contas-bloqueadas-estado-do-rio-nao-pagara-nada-servidores-ate-fim-de-2016-20681012.html#ixzz4TW01KpYT

 

Todos Sexta-feira (23/12) às 10h no Largo do Machado, para a ceia da miséria no palácio Guanabara! Veja abaixo:

 

 

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Última assembleia do ano define próximos passos dos técnico-administrativos da Uerj 

 

Confira abaixo as deliberações da assembleia dos técnico-administrativos da Uerj realizada nesta quarta-feira (21/12). O ofício com as deliberações será protocolado na Reitoria na manhã desta quinta-feira (22/12), pois esta já encontrava-se fechada.

 

1. Manutenção da Paralisação e participação na construção da greve geral dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, com verificação da continuidade na próxima assembleia;
2. Mobilização constante e conjunta com toda a comunidade uerjiana, como Asduerj, DCE, Unidades de Centro, inclusive dos campi externos. Investir em ações em conjunto em todas as unidades da Uerj;
3. Ceia da Miséria - Todos ao Ato Público do Muspe de 23/12/16, 10h, sexta-feira, no Palácio Guanabara (Divulgar imediatamente nas redes sociais a convocação para este ato de sexta-feira);
4. Plenária Conjunta dos técnico-administrativos do HUPE e da PPC em 5/1/17 (quinta-feira) às 10h no Hupe;
5. Próxima Assembleia em 10/1/17 (terça-feira), 14h no campus Maracanã;
6. Que o uso do carro oficial da Universidade seja só em caso de necessidade extrema, ao contrário do que tem sido feito diariamente pelo diretor do Hupe, já que as vans para os pacientes pararam por falta de combustível;
7. Ir à Direção do Hupe ao final da Assembleia;
8. Protocolar documento nos órgãos de Conselho de Classe e no Ministério Público Estadual quanto o risco de comprometer a assistência e segurança do paciente no Hupe, pela falta de recursos financeiros dos seus servidores. Realizando ainda acompanhamento da implementação das deliberações da Assembleia para os técnico-administrativos nos serviços de saúde da Uerj, com levantamento da situação nos setores após conversar com os servidores;
9. Divulgar os nomes dos deputados que votaram a favor do aumento do bilhete único e pelo aumento do ICMS;
10. Averiguar as denúncias que os trabalhadores do Hupe têm feito sobre as ações da direção que sugerem um projeto de privatização do hospital. Denunciar e construir estratégias para barrar este projeto;
11. Exigir que os diretores de Centro usem sua influência para ajudar os servidores. Deste modo, que a direção do CBIO pressione as direções do HUPE e PPC para pararem de ameaçar os servidores que lutam;
12. Propor aos diretores de Centro que ajudem a pressionar a reitoria para que retire o processo contra o sindicato e os trabalhadores (da greve de 2016);
13. Levar ao Muspe proposta de Assembleias dos setores/categorias durante o mês de janeiro, para construção da greve geral no primeiro dia de funcionamento da Alerj (fevereiro – retorno do recesso);
14. Organizar ato público na PPC pelo pagamento imediato e integral das contratadas e por eleição geral para Direção da PPC;
15. Realizar uma investigação e providências tendo em vista as faltas (15 dias de falta) que foram computadas na folha de ponto referente ao mês de julho/2016 das companheiras contratadas do laboratório da PPC, será investigado pelo Sintuperj e pela Comissão de Mobilização;
16. Reafirmar a necessidade urgente da redução da carga horária dos profissionais de enfermagem e demais setores (no mínimo 50%).

 

Sem salário! Sem ceia de Natal! Sem 13°! Sem dinheiro pra comer! Sem condições de nos locomovermos. Com nossos filhos passando necessidade, ameaça de despejo, contas de luz e água sem serem pagas...

Esse é o natal que o governo Cabral/Pezão/Dornelles nos deu!

Ato na Alerj marca vitória dos trabalhadores contra o Pacote de Maldades

 

Celebrar a vitória da mobilização dos trabalhadores, mas dando o recado de que os mesmos não irão esmorecer. Essa foi a tônica da manifestação promovida pelos servidores públicos estaduais na manhã desta terça-feira, 20/12, em frente a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), no Centro da cidade. Por cerca de quatro horas, os trabalhadores de diversos segmentos do funcionalismo público estadual estiveram com faixas, cartazes, palavras de ordem e muita disposição em frente a Assembleia Legislativa, que continua sitiada a mando do presidente da casa, Jorge Picciani, como se fosse um presídio cercado para evitar que a população tenha acesso irrestrito à Casa do Povo.

Os trabalhadores das universidades públicas estaduais (Uerj, Uenf e Uezo) também estiveram presentes na mobilização, apresentando as demandas de suas instituições e reivindicando que o Governo do Estado tenha respeito ao esforço dos trabalhadores. Além das palavras de ordem exigindo que o Executivo estadual cumpra com suas obrigações de pagar em dia os salários de novembro, dezembro e o 13º em sua integralidade, os manifestantes também exigiam o desmantelamento da quadrilha que atualmente governa o Rio de Janeiro, com a prisão do governador Luiz Fernando Pezão, do vice-governador Francisco Dornelles e do presidente da Alerj Jorge Picciani, que fizeram parte do governo do ex-governador Sérgio Cabral, preso por denúncias de corrupção. Além dessas prisões, uma proposta que foi encampada por diversas falas ao microfone do ato foi a retomada do dinheiro comprovadamente roubado e o confisco dos bens dos corruptos para que estes recursos sejam utilizados pelo Estado para o pagamento de salários dos servidores.

Um dos principais destaques do ato foi a mobilização dos trabalhadores da Uenf, Universidade Estadual do Norte Fluminense, que por iniciativa conjunta dos membros da Delegacia Sindical Sintuperj-Uenf e dos membros da base compareceram em peso à manifestação na Alerj, chegando ainda nas primeiras horas da manhã desta terça-feira e unindo esforços com os trabalhadores que se mantiveram no acampamento em frente à casa legislativa. Os técnicos da Uenf também chamaram a atenção da população e de veículos de imprensa de vários pontos do planeta pela forma lúdica com que elaboraram seus materiais de protesto. Com faixas, cartazes, um cortejo com um "caixão" improvisado simbolizando o enterro político do governador Luiz Fernando Pezão, e temas natalinos, incluindo um Papai Noel e gorros vermelhos, os servidores da Uenf demonstraram bastante força e criatividade.

Ao final da manifestação, os servidores públicos estaduais apresentaram o resultado do trabalho realizado pelos representantes de sindicatos e associações ligados ao Muspe, que percorreram todos os gabinetes de parlamentares da Alerj buscando o compromisso por escrito dos deputados para que os mesmos votassem contra o Pacote de Maldades e a favor do trabalhador. Utilizando um mural chamado "Quadro da Memória", os trabalhadores identificaram por nome os 70 deputados estaduais e como cada um se portou diante das reivindicações dos trabalhadores. Os parlamentares que declararam voto pela derrubada dos pontos do pacote receberam um adesivo de apoio com um "joinha", enquanto os deputados que declararam voto a favor do pacote ou não se esquivaram de qualquer declaração receberam um adesivo com a palavra "traidor".

 

Confira o posicionamento dos deputados em relação ao Pacote de Maldades, de acordo com o Muspe:

 

Declararam voto pela derrubada dos pontos do Pacote: Bebeto (PDT); Benedito Alves (PRB); Bruno Dauaire (PR); Carlos Macedo (PRB); Carlos Minc (sem partido); Comte Bittencourt (PPS); Dr. Deodatto (DEM); Dr. Julianelli (Rede); Dr. Sadinoel (PMB); Eliomar Coelho (PSOL); Enfermeira Rejane (PCdoB); Flávio Bolsonaro (PSC); Flávio Serafini (PSOL); Jânio Mendes (PDT); João Peixoto (PSDC); Jorge Felippe Neto (DEM); Lucinha (PSDB); Luiz Martins (PDT); Luiz Paulo (PSDB); Marcelo Freixo (PSOL); Márcia Jeovani (DEM); Márcio Pacheco (PSC); Martha Rocha (PDT); Nivaldo Mulin (PR); Osório (PSDB); Paulo Ramos (PSOL); Pedro Augusto (PMDB); Renato Cozzolino (PR); Samuel Malafaia (DEM); Thiago Pamplona (PDT); Tia Ju (PRB); Wagner Montes (PRB); Waldeck Carneiro (PT); Wanderson Nogueira (PSOL); Zaqueu Teixeira (PDT); Zeidan (PT); Zito (PP).

Total: 37 deputados estaduais.

 

Declararam voto favorável ao Pacote ou não se pronunciaram ("Traidores"): André Corrêa (PSD); André Lazaroni (PMDB); André Luiz Ceciliano (PT); Bernardo Rossi (PMDB); Carlos Augusto (PMDB); Chiquinho da Mangueira (PTN); Cidinha Campos (PDT); Coronel Jairo (PMDB) [Suplente do deputado Gustavo Tutuca, que também é favorável ao Pacote]; Daniele Guerreiro (PMDB); Jorge Moreira Theodoro "Dica" (PTN); Dionísio Lins (PP); Dr. José Luiz Nanci (PPS); Edson Albertassi (PMDB); Fábio Silva (PMDB); Farid Abraão (PTB); Filipe Soares (DEM); Geraldo Pudim (PMDB); Iranildo Campos (PSD); Jair Bittencourt (PP); Jorge Picciani (PMDB); Marcelo Simão (PMDB); Márcio Canela (PSL); Marcos Abrahão (PTdoB); Marcos Muller (PHS); Marcus Vinicius (PTB); Milton Rangel (DEM); Paulo Melo (PMDB); Pedro Fernandes (PMDB); Rogério Lisboa (PR); Rosenverg Reis (PMDB); Tio Carlos (Solidariedade); Waguinho (PMDB); Zé Luiz Anchite (PP).

Total: 33 deputados estaduais.

Trabalhadores da Uerj realizam ato no Hupe e no campus Maracanã

 

Os trabalhadores do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Uerj (Hupe), da Policlínica Piquet Carneiro (PPC) e do campus Maracanã da Universidade deram uma mostra de força e de luta na manhã desta segunda-feira, 19/12. Em ato realizado desde as primeiras horas da manhã, os trabalhadores movimentaram as ruas de Maracanã e de Vila Isabel em manifestação contra a precarização dos serviços públicos e os constantes atrasos e parcelamentos dos salários.

A concentração para o ato teve início por volta das sete horas da manhã em frente a entrada principal do Hupe, no Boulevard 28 de Setembro, onde os trabalhadores reforçaram a importância da participação de toda a comunidade uerjiana na luta em defesa dos direitos que foram conquistados historicamente com muita luta. Após aproximadamente uma hora e meia de concentração, os manifestantes seguiram em direção ao campus Maracanã da Uerj com faixas e cartazes denunciando a precarização e a tentativa de desmantelamento dos serviços públicos por parte do Governo do Estado.

Durante a caminhada, os participantes do ato reivindicaram também a saída do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), do vice Francisco Dornelles (PP) e do presidente da Alerj, deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), reivindicação de todo o funcionalismo público estadual. Outra reivindicação entoada durante a manifestação foi pela derrubada do Pacote de Maldades enviado pelo Governo Estadual para a Assembleia Legislativa. A manifestação recebeu amplo apoio da população, que aplaudia a iniciativa dos trabalhadores dos prédios do entorno da Uerj e buzinavam nos carros em resposta ao pedido de apoio dos servidores.

Após uma parada em frente a entrada principal do campus Maracanã da Uerj, onde outros trabalhadores se incorporaram à manifestação, o ato seguiu para completar uma volta no entorno da Universidade, passando pela Avenida Radial Oeste, onde um boneco representando o governador Pezão foi queimado para representar a pressão incansável dos trabalhadores para defender seus direitos.

O ato se encerrou por volta das 11:30 da manhã, novamente em frente ao Hupe, com mais palavras de ordem e mostrando que os servidores da Uerj estão dispostos a lutar e estarão com toda a sua força no ato que será realizado amanhã, 20/12, a partir das 10 horas da manhã, em frente à Alerj.

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SEGUNDA-FEIRA 19/12 7H NO HUPE!

 

Essa semana precisamos de força! Não tem salário, mas tem muita luta! Força companheiros! 

Haverá carro de som na frente do Hupe a partir das 7h pra denunciarmos a situação em que vivemos. Estamos trabalhando sem salário. Nossos servidores adoecendo, com ameaça de despejo, sem dinheiro nem pra se alimentar. Nossos cotistas estão sem bolsa permanência. Nossos Residentes estão sem suas bolsas. Nossa Universidade está sem repasse. Hupe e Policlínica Piquet Carneiro sucateados. PRECISAMOS MOSTRAR A FORÇA DA UERJ NA RUA.

 

Concentração em frente ao HUPE e Caminharemos em direção à Uerj. Nos uniremos depois ao ato chamado para a concentração na Uerj às 10h. Não há divisão, não há espaço pra disputa política interna, nossos inimigos estão na Alerj e nos Palácios! 

 

Estamos Unidos em defesa da Universidade PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE!

 

#UERJRESISTE #UERJEMLUTA #HUPERESISTE #PPCRESISTE #SERVIDORSEMSALARIO #COTISTASEMBOLSA #UERJSEMREPASSE 

 

VOCÊ VAI FICAR SENTADO VENDO NOSSA UERJ MORRER? NA RUA É NOSSO LUGAR!

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LUTAMOS PELA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE! NENHUM DIREITO A MENOS!

 

#UERJEMLUTA #UENFEMLUTA #UEZOEMLUTA

 

#UERJRESISTE #UENFRESISTE #UEZORESISTE

#HUPERESISTE #PPCRESISTE

 

#UNIDOSVENCEREMOS #CONTRAOPACOTEDEMALDADES

#CALAMIDADEPUBLICAEHOPMDB #SERVIDORNARUA

#DIA20DEDEZEMBROORIOVAIPARAR

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UERJ

 

Próxima Assembleia: 21/12/2016. a partir das 14h no HUPE

Local: a princípio será em frente ao Raio-X (pode ser alterado, fique atento ao nosso site e facebook)

Pauta: Informes - Avaliação da Conjuntura - Desdobramentos da Luta contra o Pacote de Maldade - Falta de Pagamento do Salário de novembro e do 13º - Assuntos Gerais

 

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UEZO

 

Próxima Assembleia: 19/12/2016, no laboratório de física. A partir das 11h. 

Pauta: avaliação do estado de greve - assuntos gerais - informes (destaque para a reunião com o advogado do Sintuperj sobre o adicional de insalubridade!)

 

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UENF

 

No ato do Muspe dia 20/12/2016 a categoria estará presente. Mostrando a força dos trabalhadores! Que viajarão por mais de 5h de ônibus para mostrar à Alerj que a Uenf é de luta e que não tem arrego! Nenhum direito a menos!

 

 

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Pré-Vestibular

 

O Pré-Vestibular Social do Sintuperj é um projeto educacional subsidiado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Rio de Janeiro (representando trabalhadores da  Uerj, Uenf, Uezo e Cecierj) e composto por um grupo de professores voluntários que gerenciam suas práticas enquanto um coletivo.

 

 

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